Oi tem prejuízo de R$ 8,49 bilhões em 2021


Loja da Oi - Crédito: Divulgação
Loja da Oi – Crédito: Divulgação

Após dois adiamentos a Oi divulgou na manhã desta quinta-feira, 5, os resultados para o ano de 2021, no qual apresentou prejuízo de R$ 8,4 bilhões. Os resultados da companhia, em recuperação judicial, mostram desafios ainda na esfera operacional, em que houve queda nas receitas, fluxo de caixa negativo e aumento do endividamento.

As receitas da companhia caíram 0,5% em relação a 2020, para R$ 12,3 bilhões em 2021, mesmo com redução de custos operacionais. Estes encolheram 3,8% no ano passado, para R$ 12,43 bilhões – ainda acima das receitas, portanto.

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Por área, a unidade de serviços corporativos (B2B) encolheu 9%, e faturou R$ 3,54 bilhões. No residencial, houve alta de 0,5% nas receitas anuais, para R$ 5,21 bilhões, puxada pela fibra, que saltou 110,9%, ultrapassando a geração de receita do cobre. Este, por sua vez, faturou 36,8% menos.

A Oi terminou o ano com 6,32 milhões de usuários em fibra, alta de quase 60%. O cobre encolheu 46,8%, para 3,49 milhões de acessos.

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O EBITDA, lucro antes de impostos, depreciações, juros e amortizações foi de R$ 5,62 bilhões, baixa de 12,2%.

O endividamento bruto da companhia aumentou de R$ 21,79 bilhões no final de 2020, para R$ 32,57 bilhões no final de 2021.

Vale lembrar que neste ano de 2022 a empresa concluiu a venda da Oi Móvel por R$ 17,15 bilhões e deve concluir a venda do controle da V.tal por R$ 12,9 bilhões. Nenhum desses valores são considerado no balanço de 2021, uma vez que não ocorreram no período.

Quanto ao fluxo de caixa operacional, a Oi apresentou déficit de R$ 2 bilhões em 2021. Em 2021, a rubrica foi negativa em R$ 1,47 bilhão.

O Capex da companhia permaneceu elevado, com foco em fibra, serviço estratégico da Nova Oi que surge ao fim da recuperação judicial. Dessa forma, os investimentos foram de R$ 7,52 bilhões, alta de 2,8% em relação ao ano anterior. Desses, R$ 5,29 bilhões foram aportes em fibra. O restante em manutenção do cobre da concessão, da TV paga DTH, do móvel e dos serviços corporativos.

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