Oi quer usar dinheiro da capitalização para comprar faixa de 700 MHz


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A concessionária Oi estuda entrar no leilão de 700 MHz que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pode realizar ainda este ano. Os executivos da companhia pretendem usar parte dos R$ 4 bilhões previstos com uma futura capitalização da empresa, aporte que virá de credores, conforme o plano de recuperação aprovado em dezembro.

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“A Oi, como todo mundo sabe, está avançando na recuperação judicial e está para converter dívida em equity. Novos acionistas vão fazer aportes, e nada mais justo que a gente leve isso aos novos sócios quando o leilão estiver mais formatado”, disse Carlos Eduardo Monteiro, diretor de regulamentação da companhia. Ele participou na manhã desta terça-feira, 20, do Seminário Políticas de Telecomunicações, que acontece em Brasília.

Segundo ele, a empresa quer o espectro, mas ainda é preciso mais detalhes sobre o formato da licitação, obrigações e, claro, preço mínimo. “Vamos tomar decisão no momento certo. A Oi sempre está analisando possibilidades”, afirmou. Até o lançamento do edital, previsto para sair na segunda metade do ano, o executivo acredita que a capitalização da operadora já estará encaminhada a ponto de a tele se comprometer com o investimento.

O leilão de 700 MHz ainda não tem data para acontecer. A Anatel, no entanto, foi pressionada pelo Ministério da Fazenda para fazer a venda neste ano, como reforço de caixa. Segundo Juarez Quadros, a licitação será de 10 MHz + 10 MHz dentro da faixa. Uma data exata, no entanto, ainda não foi definida.

O pedaço de frequência a ser vendido já havia sido colocado à venda em 2015, quando deveria ter sido arrematado pela Oi. A operadora, em dificuldades financeiras, preferiu ficar de fora na ocasião. Claro, TIM e Vivo arremataram seus lotes e já cobrem cidades com 4G baseado nesse espectro.

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