Oi mira licenças regionais de 3,5 GHz no leilão da 5G para FWA


O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, afirmou, durante a conferência com analistas, que considera participar do leilão da Anatel e adquirir licenças de 3,5 GHz para atender áreas onde a implantação da tecnologia sem fio de banda larga, a FWA, é mais efetiva.

 

Mesmo com a venda de sua unidade móvel, marcada para o dia 14 de dezembro, a Oi mantém o interesse em comprar espectro de 5G, para complementar a sua oferta de serviços de banda larga fixa pela InfraCo. O CEO da operadora, Rodrigo Abreu, em conferência com os analistas, hoje, 13, quando apresentou os resultados do terceiro trimestre do ano, disse que “considera participar do leilão” e explicou as razões:

“Em algumas regiões do país, a construção de redes de fibra óptica será menos efetiva. E estamos considerando usar a tecnologia FWA [ Fixed Wireless Access] para acelerar as instalações da InfraCo”Rodrigo Abreu, CEO Oi

Ele assinalou que, até que a venda da operação móvel esteja concluída – cuja previsão é de que isso ocorra no segundo trimestre de 2021 – a companhia continuará a investir nessa unidade, mas observou que 70% dos investimentos previstos para o próximo ano (cerca de R$ 7 bilhões) serão canalizados para a empresa de banda larga fixa no atacado.

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Abreu destacou que a estratégia da empresa em direcionar-se para a oferta de banda larga fixa, com rápida aceleração das casas atendidas – ou Home Passed – já apresenta os resultados positivos, mas observou que na telefonia móvel os números também não desapontaram. Houve um crescimento de 8,2% na receita do pré-pago frente ao segundo trimestre deste ano ( de R$ 635 milhões para R$ 687 milhões) e de 2,1% na receita do pós-pago comparando-se o mesmo período ( de R$ 905 milhões para R$ 924 milhões).  A Oi terminou o trimestre com R$ 5,7 bilhões em caixa.

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