Oi diz que episódios investigados contribuíram para levá-la à recuperação judicial


Negócio fotografia desenhado por Creativeart - Freepik.com
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A Oi voltou a se pronunciar no final do dia sobre a operação de busca e apreensão realizada hoje, 10, pela força-tarefa da Lava Jato e que investiga como repasses feitos pela tele no passado se destinaram a empresa que tinha como sócio o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a Oi, a empresa é a “principal interessada no total esclarecimento de eventuais atos praticados que possam lhe ter gerado prejuízo”. Afirma na nota que desde o início da recuperação judicial, em 2017, segue novos padrões de governança e composição acionária, que conta com um conselho independente e uma diretoria-executiva responsável pela implementação do plano de RJ, com acompanhamento da Justiça e “de forma transparente”.

Reiterou que tem colaborado com diferentes autoridades em investigações que a envolvam. “A gestão da companhia reitera que não compactua com nenhuma irregularidade e não tem medido esforços para assegurar que quaisquer ações que eventualmente possam ter prejudicado a companhia sejam integralmente apuradas”, diz.

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Além disso, pontua que os episódios que desencadearam os mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, 10, não trouxeram qualquer benefício ou favorecimento a seus negócios. “Ao contrário, a companhia, ao protocolar sua petição com pedido de recuperação judicial, elencou alguns desses episódios – a exemplo da fusão com a Brasil Telecom e operações societárias com a Portugal Telecom – como componentes que levaram à crise de liquidez que justificou esse pedido”, afirma na nota.

Por fim, a tele afirma que, no processo de transformação interna, está revendo e adequando contratos, estabelecendo novas práticas de gestão e adoção de regras de conformidade. “Nesse contexto, a companhia tem adotado processos de auditorias internas e forenses, com o objetivo de apurar quaisquer irregularidades. Estes processos são fundamentais para a tomada de decisões e medidas corretivas”, diz.

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