Oi demite 132 profissionais e gera reação de sindicatos


A Oi divulgou hoje, 9, posicionamento no qual confirma a demissão de 132 profissionais, entre funcionários e executivos, nesta semana. No texto, a operadora explica que os cortes já eram previstos uma vez que o plano estratégico do grupo para sair da recuperação judicial prevê ações de simplificação e ganho de eficiência.

Ontem, 8, a Fenattel e Federação LIVRE, que reúne os Sintteis do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rondônia, soltaram cartas criticando os desligamentos realizados neste momento. Em seu documento, a Fenattel afirma que a operadora fechou acordos trabalhistas que “previram o home office (trabalho em casa), a redução de jornada e de salário em troca da manutenção de empregos durante a vigência do Acordo e mais 60 dias após o mesmo”.

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Defende, portanto, que as demissões são injustificáveis. Recomendou ainda que os funcionários desligados acionem o Ministério Público do Trabalho, que os sindicatos não homologuem as demissões e processem a operadora, pedindo medidas liminares para evitar mais desligamentos.

A Livre disse, ainda, que não se furtará de tomar as medidas cabíveis, administrativas e jurídicas caso a operadora resolva promover cortes em massa de pessoal. A preocupação é com o vínculo de 12,5 mil empregados diretos da operadora. O Sinttel-Rio afirma também que a operadora ia transferir parte do quadro de pessoal para outra empresa do grupo, a Brasil Telecom Multimídia, sem quaisquer perdas um mudanças nas funções. Mas essa transferência foi cancelada.

O que diz a Oi

Em sua nota, a Oi acrescenta que a transição tecnológica do cobre para a fibra exige readequação de equipes e otimização de processos. Em última instância, a simplificação corporativa impactou os 132 demitidos. A companhia também está transferindo funcionários entre empresas do grupo como parte dessa reestruturação. Veja, abaixo, a íntegra do posicionamento enviado ao Tele.Síntese pela operadora.

“Desde 2019 a Oi vem acelerando o processo de transformação e mudança de tecnologia, uma vez que seu Plano Estratégico tem foco na massificação da fibra ótica de alta velocidade no Brasil, como componente fundamental de todos os serviços de telecomunicações fixos e móveis. Para isso, a Oi segue implementando diversas ações de simplificação e eficiência de suas operações, incluindo ajustes em sua organização de modo a buscar a sustentabilidade do negócio e a flexibilidade para seguir atendendo, cada vez melhor, às atuais demandas por conexão, comunicação, informação e serviços digitais pela sociedade.

Este processo de substituição da infraestrutura de cobre por serviços baseados em fibra óptica de alta velocidade tem exigido também ajustes e adequação das equipes de forma a refletir essa nova dinâmica e atender aos perfis técnicos necessários para o atual momento do mercado de telecomunicações. Como parte desse processo, a companhia realizou recentemente mudanças em sua estrutura, com a otimização de processos, readequação de áreas e simplificação de tomada de decisão em todos os níveis, de maneira alinhada aos objetivos estratégicos da companhia. Essas mudanças resultaram em uma nova configuração dos níveis de gestão e no desligamento de 132 pessoas, entre colaboradores e executivos da empresa.

O processo de transformação do negócio prevê também uma realocação de receitas, custos e investimentos de nossos negócios. Em decorrência desse processo, sem que haja nenhum impacto de ordem prática na relação de colaboradores com a Oi nem no seu dia a dia com a organização, a companhia também prevê a reorganização de registros corporativos de colaboradores entre as empresas do grupo. A Oi manterá o foco em suas operações e sua transformação, seguindo com o projeto de se tornar uma das empresas de infraestrutura mais relevantes do país, e ciente do seu compromisso com a sociedade, clientes, fornecedores, profissionais e todos os participantes de seu ecossistema.”

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