Oi anuncia ingresso no mercado de SP com sua rede neutra


A Oi decidiu que vai disputar o já concorridíssimo mercado de internet rápida do estado de São Paulo. Rodrigo Abreu, CEO da operadora, na conferência com os analistas, anunciou que a partir do segundo trimestre deste ano, a Oi começa a oferecer serviços de banda larga da InfraCo para todo o estado de São Paulo, inclusive a capital. A intenção é ter 400 mil casas atendidas até o final deste ano, e dois milhões de residências no final de 2022.

O executivo reconheceu que, ao apresentar os planos da constituição da InfraCo, a operadora de rede neutra que vai ser o resultado da nova empresa, após a venda dos demais ativos, não previa o ingresso no mercado paulista. Mas, durante a conferência com os analistas, explicou que, que embora São Paulo seja o o mercado mais competitivo do país, ainda tem carências na oferta de banda larga de alta velocidade.

” Ainda há no estado muitos consumidores atendidos por redes de TV a cabo, por DSL, e nós vamos oferecer fibra com qualidade, estabilidade e baixa latência”, afirmou. Segundo Abreu, a operadora irá focar tanto o mercado do consumidor final (B2C) como o mercado corporativo (B2B). Para isso, terá uma estratégia de “go to market” focada na conectividade e oferta de streaming.

Ampliação de Metas

Abreu disse ainda que foram ampliadas as metas de Home Passed (casas com fibra óptica chegando) para 2025, cuja previsão  era alcançar 24 milhões de lares, e agora será atingir 32 milhões. Os investimentos previstos são  de R$ 20 bilhões para os próximos quatro anos.

Foi criada também uma nova unidade de atacado, que está totalmente separada da infraestrutura da Oi, com um escritório independente em São Paulo. Segundo Abreu, essa unidade terá total independência frente a Oi.

Redução de custos e Investimentos

Durante o ano de 2020, explicou ele, a Oi conseguiu reduzir os custos em 8,5% – de R$ 13,89 bilhões de Opex em 2019 para R$ 12,715 bilhões em 2020. O Capex também reduziu, de R$ 7,813 bilhões para R$ 7,265 bilhões.

Conforme Rodrigo Abreu, os cortes foram feitos principalmente na rede legada de cobre, que consumiu apenas 15% do total dos investimentos. A rede de fibra óptica ficou com 65% dos investimentos do ano passado.

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