O que fazer da velha central telefônica?


Antiga central telefônica em fase de desativação. Águas de São Pedro (SP)
Antiga central telefônica em fase de desativação. Águas de São Pedro (SP)

Além de um teste conceito que vai orientar a implementação de outras cidades digitais no estado de São Paulo, a Telefônica Vivo, que inaugurou na sexta-feira, dia 11,  o projeto de Águas de São Pedro (SP) — estância balneária a 187 quilômetros da capital –, pretende que as informações coletadas sirvam de elemento de debate na revisão dos dispositivos dos novos contratos de concessão que vão valer a partir de 2015. O projeto que realizou no balneário paulistas de 3 mil habitantes envolve um redesenho da rede de telefonia fixa, com a substituição do tradicional backhaul por cabos ópticos, distribuição da central por armários para aumentar a velocidade de entrega da banda larga ao usuário final, e integração da telefonia fixa à telefonia móvel em uma única central.
 

O redesenho da rede traz um ganho de qualidade do serviço ao cidadão. No lugar de 1 Mbps a 10 Mbps na configuração tradicional (mais para a velocidade mínima do que para a máxima), velocidade máxima de 25 Mbps na combinação backhaul óptica com armários distribuídos e tecnologia VDLS nos modems (os testes, realizados hoje (11) na praça central de Águas de São Pedro chegam a 18/20 Mbps). Com a instalação de cinco armários ópticos, dois no centro da cidade, e os demais em áreas distribuídas, a comutação fica mais perto das residências. O par de cobre, na reta final, entrega mais qualidade, relata Ari Falarini, diretor de redes da Telefônica Vivo.
 

Além do ganho de qualidade, a reegenharia da rede fixa traz ganhos correlatos: eficiência na gestão, economia na operação e descarte de alguns ativos, como a velha central. Em fase final de migração dos assinantes da velha para a nova central (onde dois armários cumprem todas as atividades antes desempenhada por uma dúzia de bastidores na velha central), a velha central vai ficar inativa. “Esta nossa experiência traz dados a serem examinados pelo regulador, seja em relação à qualidade dos serviços tradicionais, o que muda com a convergência, à exigência da manutenção de determinados serviços em determinadas tecnologias quando tudo evoluiu para a convergência, e aos próprios bens reversíveis”, diz Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil.
 

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Pelas regras atuais, a Telefônica Vivo, ou outra concessionário de telefonia fixa, não poderia vender ou dar outro destino ao terreno e prédio da velha central, que vai ficar desativada dentro de um mês. “São questões que merecem reflexão. No caso específico de Águas de São Pedro, o terreno da central, avaliado em R$ 50 mil, nem de longe cobriria o custo do projeto de modernização da rede. Mas em localidades maiores, este ativo pode representar uma parte importante do investimento”, comenta Valente, afirmando que não tem propostas fechadas. “Quero que os dados sirvam para o debate”, disse.

 

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