Novo cartão de chamada poderá reduzir tarifa do orelhão em até 48%


As concessionárias de telefonia fixa – Telefônica Vivo, Oi, Embratel-Claro, Sercomtel e Algar Telecom – apresentaram hoje a proposta de substituição do atual cartão indutivo do orelhão pelo sistema de cartão de chamada. Segundo a Telefônica, com a adoção do calling card, a tarifa local do orelhão poderá cair até 48%.

As concessionárias de telefonia fixa – Telefônica Vivo, Oi, Embratel-Claro, Sercomtel e Algar Telecom – apresentaram hoje a proposta de substituição do atual cartão indutivo do orelhão pelo sistema de cartão de chamada. Segundo a Telefônica, com a adoção do calling card, a tarifa local do orelhão poderá cair até 48%.

Isto porque, explicou Tiago Monteiro, gerente da operadora, hoje os cartões indutivos somam créditos que não coincidem com o minuto falado. Segundo a empresa, a chamada média local pelo orelhão é de 2 minutos e 25 segundos. Para esta chamada, hoje o usuário paga R$0,25. Se for adotado,o novo cartão com o código PIN custará R$ 0,13. As ligações locais para celular que custam hoje, pelo mesmo tempo, R$ 0,76 cairão  9% e passarão a custar  R$ 0,69. A ligação de longa distância, com duração de  um minuto e cinquenta segundos, que custaria hoje R$ 0,76, cairia 32% o equivalente a R$ 0,52.

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As operadoras esclareceram que fica mantida a liberdade de se usar este novo sistema de pagamento para qualquer orelhão do país independente da empresa que vendeu o cartão.

Segundo o superintendente Alexandre Bicalho, a preocupação da Anatel é que o novo mecanismo não dificulte o acesso ao TUP. Ele salientou que hoje, das 40 mil localidades que têm telefonia fixa, 23 mil contam apenas com o orelhão como a única forma de comunicação.

O representante da Oi, Jorge Correia, assinalou que a receita do TUP caiu de 2007 a 2013 95%, de R$ 240 milhões para R$ 63 milhões ao ano. A empresa propõe ainda que haja um número próprio (o da residência, por exemplo) para identificar o usuário. A Oi propõe também que o sistema de identificação contenha 14 dígitos, a maior quantidade de números, devido a sua grande planta.

O diretor da Embratel, Raymundo Duarte, por sua vez, reclamou que este novo cartão acabará com a escolha de operadora de longa distância tendo em vista que,na proposta das concessionárias locais, o cartão já traz embutido o número do DDD. As operadoras propõem ainda a validade do cartão para 180 dias. Hoje ele não tem validade.

 Ligação pelo Celular

A representante da Algar Telecom, Mara Rúbia, afirmou que a empresa irá permitir que este cartão de chamada também seja usado na plataforma do celular com custo de tarifa diferenciada.

Portadores de Deficiências

Para os portadores de deficiência auditiva nada muda pois a central de intermediação continuará a funcionar gratuitamente.  Para os deficientes visuais, no entanto, ainda não há uma solução.

Para a Anatel, a proposta apresentada pelas concessionárias tem dois problemas: o fato de que o usuário terá que discar de 8 a 14 números a cada chamada e o fato das propostas tecnológicas serem diferentes por operadora e não uniformes para todo o Brasil.

Para a indústria, a melhor solução tecnológica seria manter os leitores de crédito no aparelho de telefone ao invés desta função ser transferida para  o usuário. As operadoras assinalaram que o cartão indutivo não será mais fabricado e que elas precisam de uma alternativa rápida para a sua substituição sem aumento de custos.

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