Novo backbone da Cemig Telecom para ISPs reduz latência


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A Cemig Telecom, o braço de telecomunicações do grupo Cemig cujo edital de venda deve ser lançado no mês de setembro, está investindo R$ 15 milhões na implantação de um novo backbone de alto desempenho, voltado para atendimento do tráfego dos provedores regionais. A rede é baseada em roteadores de alta capacidade (1 Terabit por segundo) e entrega serviços em IP MPLS, que a operadora, até então, só oferecia aos usuários corporativos. Com isso, a latência na nova rede caiu para a casa de um dígito.

Segundo Ricardo Bernardo dos Santos, especialista em telecomunicações da operadora, o novo backbone será implantado entre o dia 15 deste mês e 16 de novembro, cobrindo 22 cidades do estado de Minas Gerais e atendendo a 60% do tráfego dos ISPs. A sua capacidade é de 12,4 Tbps, mas vai ser implementado com 1,16 Tbps. Hoje, a Cemig Telecom conta com 200 provedores em sua carteira de mais de mil clientes, que já respondem por 30% de sua receita, segundo o diretor de operações e comercial, Fábio Abreu.

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O backbone de alto desempenho, apresentado por Santos durante o Encontro Provedores Regionais, realizado hoje pela Momento Editorial em Belo Horizonte, foi a segundo onda do investimento recente da Cemig Telecom em  rede. Em 2015/2016, os investimentos foram direcionados para conectar a empresa ao PTT de São Paulo por duas rotas: Belo Horizonte/Juiz Fora/Rio de Janeiro/Cotia e Belo Horizonte/Pouso Alegre/Cotia.

Baixa latência

O investimento no novo backbone de alto desempenho foi uma resposta à demanda dos provedores regionais que reclamavam junto à Cemig Telecom da demora no tempo de resposta no acesso do usuário, ou seja, do tempo de latência na rede. “Hoje, a latência é a moeda da vez, pois todo mundo quer consumir vídeo e os jovens querem jogar online”, diz Abreu, sobre a pressão dos clientes provedores por melhoria do tempo de latência do backbone.

Já em testes de campo com alguns provedores, o novo backbone permitiu derrubar o tempo de latência de dois para um dígito. No caso de um provedor de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, já conectado à nova rede, o tempo de latência, de acordo com Abreu, caiu de 23 milissegundos para oito milissegundos.

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