Fusão com Alcatel-Lucent coloca Nokia no vermelho


A Nokia divulgou ontem, 27, o balanço financeiro para o terceiro trimestre do ano. A companhia finlandesa registrou queda nas vendas devido a procura menor por equipamentos de rede e de ultra banda larga. Como resultado, o lucro operacional também caiu.

Em carta aos acionistas, o CEO da empresa, Rajeev Suri, diz que prevê um ano mais estável em 2017, com crescimento do mercado de apenas um dígito. “A Nokia está bem posicionada para este ambiente”, diz.

Os números, no entanto, indicam que a fusão com a Alcatel-Lucent está trazendo mais dor de cabeça do que ganhos imediatos. O resultado pro-foma, que compara os resultados das empresas fundidas este ano com os do ano passado, mostram que a receita caiu 7%, para € 5,95 bilhões. No principal negócio, o de redes, o tombo foi de 12% na comparação com o mesmo trimestre de 2015. E o lucro operacional caiu para € 556 milhões.

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Tirando a Alcatel-Lucent do balanço, as vendas teriam crescido 94%, a unidade de redes teria expandido 85%. Ainda assim, o lucro operacional teria caído 83%. Segundo a empresa, a queda no lucro vem do aumento dos investimentos em pesquisas e dos custos da integração com a Alcatel-Lucent. Com a Alcatel, a companhia registrou um prejuízo líquido de € 397 milhões. O desempenho fez a empresa queimar caixa, saindo de € 7 bilhões no segundo trimestre, para € 5,54 bilhões no terceiro.

A única divisão da companhia que cresceu no período foi a Nokia Technologies, responsável pelo licenciamento de patentes. Registrou evolução de 109%, vendas de € 353 milhões. Segundo Suri, o desempenho é resultado do acordo fechado com a Samsung, que aceitou pagar para utilizar descobertas da fabricante finlandesa.

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