Receita da Nextel cai quase 20% no 2º tri


Empresa registrou aumento do churn, encolhimento da base de usuários e redução da receita média por cliente. Em compensação, conseguiu cortar despesas no país e reverter o prejuízo operacional registrado em junho de 2015 por lucro.

Logo NextelA Nextel Brasil registrou uma queda na receita da ordem de 19,8% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2015. Ao final de junho, a operadora somou vendas totais de US$ 243,1 milhões. Os dados foram divulgados pela controladora NII Holdings, norte-americana, nesta quinta-feira, 11. Por isso os resultados já estão convertidos do Real para Dólar.

Nos meses de abril, maio e junho, a operação brasileira teve OIBIDA (lucro operacional antes de depreciações e amortizações) de US$ 24,2 milhões. O resultado é muito melhor que o prejuízo visto no ano anterior, nos mesmos meses (-R$ 78,8 milhões).

Para conseguir o feito, a empresa reduziu custos. O subsídio a smartphones praticamente acabou, representando custo de US$ 2,8 milhões, ante R$ 48,3 milhões um ano antes. As despesas administrativas também encolheram, de US$ 207,7 milhões no segundo trimestre de 2015, para US$ 126 milhões agora.

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A receita média por usuário (ARPU) caiu no período, de US$ 20 ano passado, para US$ 19 em 2016. Também diminuiu a base de usuários da empresa, que tinha 4,42 milhões de acessos em 2015, e registrou 3,84 milhões de assinantes ao final de junho. A maior perda aconteceu entre os usuários iDEN (rádio), que antes representavam quase metade da base total, e agora são cerca de um terço (1,12 milhão). Os assinantes 3G cresceram, somaram 2,7 milhões, ante 2,25 milhões um ano atrás.

O churn da empresa também aumentou no período, atingindo 3,99% – era de 3,54% no segundo trimestre de 2015.

Controladora
Como a NII Holdings tem como ativo apenas a Nextel Brasil, os números são praticamente os mesmos. A receita caiu para US$ 249,2 milhões no segundo trimestre, ante US$ 320 milhões um ano antes. As despesas foram cortadas quase à metade, para US$ 278 milhões. E o prejuízo operacional foi de US$ 28,8 milhões, com OIBDA de US$ 14,6 milhões. O prejuízo líquido ficou em US$ 9,9 milhões – um ano antes, beneficiada pela venda de ativos, somou US$ 2 bilhões. O CAPEX no período foi de US$ 4 milhões.

A empresa também obteve repactuação de acordos com bancos credores no Brasil, Banco do Brasil e Caixa, para o pagamento da dívida. Os acordos jogam para dezembro a data de medição da relação dívida EBITDA da operadora, que não deverá passar de 3,5x. A empresa tem cerca de US$ 1,15 bilhão em dívidas, pouco mais de US$ 700 milhões de longo prazo.

A NII também deu mais detalhes sobre o acordo de RAN Sharing feito com a Vivo, e já aprovado pela Anatel. Pelo contrato, válido por 10 anos, a Nextel vai pagar R$ 800 milhões à Telefônica Vivo. Desse total, deverá desembolsar R$ 250 milhões já neste ano. O negócio, afirma, vai reduzir custos com manutenção de equipamentos em áreas de baixa demanda.

[Errata: Ao contrário do escrito inicialmente, o churn cresceu para 3,99%, e não 4,46%. Este é o percentual do churn visto entre usuáriosiDEN].

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