Nextel terá mais fôlego com solução da dívida da holding e iminente decisão da Anatel


A negociação envolve US$ 4,35 bilhões de uma dívida total de US$ 6 bilhões. A maior parte da dívida negociada está concentrada em dez credores, que representam 60% do débito E Anatel está prestes a autorizar migração da base de trunking da operadora, de 2,9 milhões de cliente 2 G para a tecnologia 3G.

A NII, holding que controla a Nextel do Brasil, Argentina e México, anunciou ontem ter fechado acordo com os principais credores de sua dívida de US$ 6 bilhões. A empresa estava em concordata desde setembro, sob o “Chapter 11” , no tribunal de falências de Nova Iorque.

Conforme havia sugerido o CEO da NII, Steve Shindler, a empresa conseguiu renegociar a dívida com os credores, que aceitaram receber parte de seu dinheiro em novas ações da companhia. Uma dívidad e US$ 4,35 bilhões será convertida em ações da companhia. Além disso, haverá o lançamento de ações novas da companhia reorganizada, no valor de US$ 250 milhões, outros US$ 250 milhões dos credores vãoentrar como caixa para a empresa.

A maior parte da dívida negociada está concentrada em dez credores, que representam 60% do débito. Os 40% restantes que não participam do acordo são empresas de todos os portes e pessoas físicas que compraram os papeis da holding.

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Anatel

Ver a sua controladora sair da concordata é certamente uma boa notícia para a Nextel Brasil, que deverá ainda ter melhores notícias do órgão regulador brasileiro. É que já foi concluída a consulta pública lançada pela Anatel, que propõe a migração do serviço de trunking de Nextel, que hoje está definhando, porque não conseguiu ter uma alternativa tecnológica para a terceira e quartas gerações – para o celular 3G.

Nesta migração, se a empresa tem o ônus de assumir regras mais pesadas do celular tem o bônus de não precisar pagar nada pela frequência que vai deter com a migração para o SMP. A Nextel só participou de leilão de venda de frequência na disputa pela  banda H- da faixa de 1,9 /2,1 GHz,  a faixa da 3G, cujo leilão foi realizado pela Anatel em dezembro de 2010. As frequências de trunking por ela adquiridas (são diferentes faixas no espectro baixo, entre elas, a nobra faixa de 800 MHz) vieram juntamente como processo de consolidação feito na década de 90, quando a empresa norte-americana comprou as muitas pequenas operadoras deste serviço que existiam no país.

Com a proposta da Anatel, a Nextel Brasil poderá reter os seus 2,9 milhões de usuários de trunking (eles já forma mais de 5 milhões), migrando-os para a tecnologia 3G. Na faixa da 3G a operadora já tem 1,13 milhões de clientes.

Além da frequência barata, a empresa pode contar com as regras assimétricas da Anatel para a taxa de interconexão (a VU-M) – que a permite pagar apenas 20% do valor desta taxa para entregar a chamada de seus clientes para os clientes das outras operadoras, uma vantagem competitiva importante para os próximos anos, até que a VU-M deixe de ter importância nos custos das operadoras de celular. (Com agências internacionais).

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