Novo serviço da Nextel elimina contato entre cliente e atendimento da operadora


Operadora inova ao permitir que usuário ative o chip sozinho e escolha, por meio de aplicativo, todos os detalhes de seu plano. É possível o cliente ora se comportar como pós-pago, ora como pré-pago, sem contratos de fidelização.

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Francisco Valim, CEO da Nextel, apresenta o novos serviço durante evento realizado nesta terça, 06

A operadora móvel Nextel lançou hoje, 06, em São Paulo, o Happy. O produto consiste na venda de serviços móveis de telecomunicações, seja banda larga, seja voz, por meio apenas de um aplicativo. O Happy elimina qualquer necessidade de interação entre o cliente e um atendente da operadora. Basta comprar um chip em um ponto de venda credenciado, instalar no smartphone Android ou iOS, baixar o aplicativo de mesmo nome, e configurar o plano desejado.

A plataforma é 100% digital e permite que o cliente defina cada detalhe do plano que deseja contratar. O lançamento não é nacional, no entanto. A partir de hoje, apenas regiões com DDDs 13 e 19 terão acesso à plataforma. No final de janeiro de 2017, a oferta chega a São Paulo (DDD 11) e no Rio de Janeiro (DDD 21).

Segundo o CEO da Nextel, Francisco Valim, o produto é de difícil definição por parte dos competidores no mercado. “Não é um pré-pago, não é um pós-pago. É um conceito completamente novo. Se em um mês o cliente que contratou 5 GB de dados vai viajar, poderá alterar a cobrança prevendo menor consumo, instantaneamente e sem precisar terminar o ciclo. Até o conceito de fatura perde o sentido, porque as mudanças acontecem em tempo real”, garante o executivo.

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Operacional
A operadora não fornece projeções de adesão ao produto nem o potencial transformador de sua base de assinantes. Atualmente, a Nextel tem cerca de 4 milhões de usuários, todos pós-pagos, que se diferenciam por tecnologia usada: ou rádio iDEN ou 3G/4G. Uma oferta sem contrato de fidelidade e de cobrança variável pode atrair uma parcela de usuários pré-pagos 3G/4G que ainda não conhece a empresa.

A tele também não revela os investimento feito para criar o novo produto. Os chips serão vendidos em 25 mil pontos de venda nas áreas de DDD 13 e 19, passando a 350 mil pontos quanto chegar a São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os pontos estão vending machines, bancas de jornal, além do grande, médio e pequeno varejo.

A oferta de um produto 100% digital, caso pegue, deve trazer um benefício adicional à operadora: a redução de custos com teleatendimento. Apenas nesse ano a empresa reduziu de 5 mil para 3 mil posições contratas em call centers para lidar com os clientes. A redução se deu por melhora na qualidade do serviço, garantem os executivos da tele.

“O produto não foi criado com a intenção de economizar neste sentido. Se acontecer, tudo bem. Mas o que motivou o desenvolvimento, do começo ao fim, foi obter uma experiência de usuário exclusiva e que atendesse à exigências de quem é hoje muito conectado”, ressalta Jorge Braga, CCOO da Nextel.

O Nextel Happy foi desenvolvido com uma série de parceiros. O responsável pela tecnologia que permite a mudança em tempo real dos contratos é a Ericsson (a tecnologia faz parte do pacote CloudStack). A Zup criou o aplicativo, que passou por mais de 5 mil testes de uso nos últimos meses. Também se envolveram consultorias e empresas de pesquisa de mercado, dedicadas a compreender as exigências do consumidor atual. Ao todo, o desenvolvimento demorou 150 dias, da concepção ao lançamento comercial, e contemplou cerca de 140 processos de negócios, sendo mais de 90 deles totalmente novos.

Como usar
Disponível para download na App Store e Google Play, o aplicativo é gratuito. Após a instalação, o cliente tem a possibilidade de solicitar o recebimento de um chip em casa ou, se preferir, comprá-lo em lojas físicas da Nextel ou pontos de venda autorizados – como, por exemplo, revendedores, bancas de jornal e grandes lojas de varejo.

O cliente tem autonomia para montar o plano de acordo com suas necessidades. É possível escolher combinações de internet e minutos que duram 7 ou 30 dias, além de escolher realizar os pagamentos via cartão de débito e crédito, débito direto em conta corrente das principais instituições bancárias do Brasil e via recarga.

O acesso ao app é gratuito, sem desconto do pacote de internet. Nele, pode-se acompanhar em tempo real o consumo de dados e minutos de voz, alterar o plano, a forma de pagamento ou ainda fazer o cancelamento do serviço. Aplicativos de mensagens como Whatsapp, Messenger e Telegram também têm o uso liberado, inclusive para ligações de voz (VoIP), em formato de zero-rating (sem desconto na franquia).

Os planos de 7 dias custarão entre R$ 7,99 e R$ 12,99 e os planos de 30 dias entre R$ 34,99 e R$ 79,99. As franquias de dados variam de 250MB a 5GB e pode-se escolher até 200 minutos de voz para qualquer operadora.

O novo serviço não altera a oferta pós-paga tradicional da operadora, batizada de PMG, em que o cliente tem o contato tradicional com vendedores e call center para acertar os detalhes da assinatura. Esse planos continuam a ser comercializados, normalmente.

 

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