Netflix quer aumentar parcerias com TV paga


Ao divulgar os resultados do ano, a Netflix afirmou que pretende ampliar a presença nos set-top boxes das operadoras de TV por assinatura. A empresa diz que sua presença em smarTVs já está consolidada, e que o foco será cada vez maior em embarcar seu aplicativo de streaming nos aparelhos de quem já recebe TV paga.

PUBLICIDADE

Atualmente, operadoras do Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica e Estados Unidos já dão a possibilidade ao assinante acessar também o concorrente OTT. Na Grâ-Bretanha, a British Telecom/Orange oferece, ainda, a cobrança de conta unificada.

A empresa também lista as tentativas da concorrência em abocanhar parte de sua clientela, traçando um cenário positivo para 2015. De acordo com o comunicado, a HBO ainda não definiu data para lançamento de seu serviço de streaming, mantendo, por enquanto, apenas uma plataforma para transmissão de conteúdo original, sem a variedade completa dos canais.

Nos Estados Unidos, duas empresas, entre elas a operadora Verizon, lançaram produtos semelhantes ao Netflix, mas encerraram o serviço após um ano de operação. O Netflix considera, concorrentes ativos, a CBS All Access, Hulu, Amazon Prime e Yahoo, embora os dois primeiros tenham também intervalos comerciais. No resto do mundo, há outros, mas com poucos assinantes.

Os temores da empresa são maiores na Austrália, onde o Presto, um novo serviço de streaming e de vídeo sob demanda, está para ser lançado. E no resto do mundo, a pirataria aparece como maior ameaça para a companhia. O programa gratuito Popcorn Time, que realizada streaming de vídeos pirateados, aparece com o mesmo índice de interesse em buscas do Google que o Netflix, segundo dados da companhia.

Balanço
A empresa registrou receita de US$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2014, 35% maior que no mesmo período de 2013. No ano, o faturamento foi de US$ 4,7 bilhões. O lucro líquido no trimestre foi de US$ 83 milhões – US$ 266 milhões no ano. O número de usuários pagantes alcançou 54,48 milhões. Desse total, 4 milhões assinaram o serviços apenas no últimos três meses do ano.

Para o primeiro trimestre de 2015, a empresa prevê mais 4 milhões de novos assinantes. Somando-se os não pagantes, a perspectiva é superar a marca dos 60 milhões de usuários. O faturamento deve ser de US$ 1,39 bilhão, com lucro de US$ 37 milhões. A empresa afirmou, ainda, que pretende ampliar a oferta do serviço a 200 países já nos próximos dois anos.

Anterior Fibra chega ao interior do Amazonas, com duas cidades já iluminadas
Próximos Sky britânica também quer a O2 da Telefónica