Neoenergia avalia uso de faixa de 410 MHz para expansão de rede 4G privada


Pioneira entre as distribuidoras de energia na América Latina a operar uma rede 4G LTE privada, a Neoenergia iniciou o plano de expansão do projeto para recorrer à faixa de 410 MHz.

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Por meio de uma prova de conceito (PoC), a companhia vai avaliar o uso da faixa de frequência, que tem maiores alcances, e expandir a rede de comunicação com menor custo. A iniciativa integra o projeto Energia do Futuro, que está implantando na região de Atibaia, em São Paulo, um novo modelo de rede elétrica inteligente, baseado na digitalização e na automação de rede.

A rede 4G foi implantada a transmissão de dados dos equipamentos do projeto de redes inteligentes para o Centro de Operações da Neoenergia Elektro.

A rede LTE é atualmente utilizada na faixa de frequência de 3,5 Gigahertz (GHz) pela empresa. O novo estudo tem o avalia a faixa de 410-415 Megahertz (MHz) e 420-425 Megahertz (MHz) que está padronizada em LTE.

A faixa de frequência em 410 MHz é de interesse da Neoenergia porque oferece uma boa relação entre cobertura e capacidade. Com a frequência mais baixa, é possível atingir um maior número de clientes utilizando a mesma quantidade de torres atual, do sistema em 3,5 GHz, garantindo, assim, mais eficiência.

A faixa em 410 MHz é vista pela Neoenergia como um grande potencial para transportar serviços de missão crítica e banda larga, podendo suportar aplicações de automação, comunicação por voz, dados e vídeo, entre outros serviços como realidade aumentada, inteligência artificial e inspeção por drones.

Além disso, a frequência poderá ser usada para a medição inteligente sem a necessidade de outras tecnologias de acesso ou equipamentos.

Hoje, são utilizadas seis torres na região de Atibaia para atender à demanda, funcionando como backhaul. Na prática, as informações registradas pelos equipamentos, como os religadores e os medidores inteligentes, são transmitidas por outras duas redes – Wi-Sun e Prime PLC – para concentradores, que possuem o SIM Card da rede, como o chip usado em aparelhos celulares. Esses equipamentos, em seguida, se comunicam com o datacenter da companhia pela rede LTE.

Como a cobertura da rede 4G na frequência de 410 MHz é maior, a avaliação é de que pode ser reduzida a necessidade de instalação dos concentradores, ou seja, a comunicação poderia ser feita diretamente entre os medidores inteligentes e o Centro de Operações.

O projeto Energia do Futuro instalou 75 mil medidores inteligentes na região, que fazem o acompanhamento diário do consumo de energia e emitem alertas à empresa quando acontecem quedas de energia.

Segundo a empresa, há interesse em levar o modelo para todas as cinco regiões do país onde atua. Os módulos de comunicação do medidor inteligente do projeto piloto suportam as frequências de comunicação privadas e públicas, podendo funcionar tanto onde há a rede LTE própria, quanto em regiões onde a empresa não possui rede privada, mas há a opção de usar rede das operadoras.

“Os testes contribuirão para fortalecer a estratégia da Neoenergia para a expansão do projeto Energia do Futuro, além de auxiliar nas discussões sobre a regulamentação desse espectro”, destaca Ricardo Leite, superintendente de Smart Grids da Neoenergia.

Infraestrutura

No Brasil, a banda de 410 MHz está em avaliação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no âmbito do item 35 da Agenda Regulatória. A prova de conceito realizada pela Neoenergia está regulamentada sob a modalidade do serviço especial para fins científico e experimental.

Tecnologias de baixo consumo de dados e baixo custo, como NB-IoT (Narrowband IoT) e Cat-M, também estão presentes na banda e abrem oportunidades para comunicação com a internet das coisas (IoT) como medidor inteligente, religadores automatizados, sensores de perda, banco de capacitores e reguladores de tensão. As tecnologias NB-IoT e Cat-M possuem capacidade de evolução para redes 5G.

A Neoenergia investiu no desenvolvimento de um ecossistema para impulsionar a adoção da nova banda. A companhia fechou uma parceria com a Nokia para a implantação da infraestrutura de telecomunicações. A empresa também foi responsável pela construção da rede, que teve a operação iniciada em 2020.

Outros parceiros são a GE Grid Solutions para a implantação de roteadores LTE industriais, a Qualcomm com o modem Qualcomm 9205 LTE IoT para o desenvolvimento da tecnologia de comunicação para os sensores da Internet das Coisas na frequência de 410 MHz, a M2M Telemetria/CAS Tecnologia/Connexa para o desenvolvimento dos módulos de comunicação do medidor inteligente e a Celplan para definição e medição dos testes em campo. A prova de conceito tem ainda colaboração da associação UTC América Latina e da 450 Alliance, associação da indústria que tem como objetivo promover o uso da faixa de 400 MHz na Europa e no mundo. (Com assessoria de imprensa)

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