“Nenhum candidato coloca a banda larga no centro da política”, lamenta diretor da Claro


Completará agora 17 anos depois da primeira tentativa de a Anatel utilizar os recursos do Fust (Fundo de Universalização das Telecomunicações), sem nunca ter conseguido destinar um único tostão para o setor, lamentou hoje, Ayrton Capella, diretor de assuntos regulatórios da Claro Brasil, em audiência pública sobre o Pert (Plano Estrutural de redes de telecomunicações).

Para o executivo, enquanto a banda larga e o acesso à internet não forem colocados no centro da política pública, não há como universalizar esse serviço. E lamentou que os atuais candidatos aos cargos majoritários  não incluam em seus programas qualquer referência a esta questão. ” No México, o presidente eleito ( López Obrador) assumiu o compromisso de levar a banda larga a 100% dos mexicanos”, exemplificou.

Compartilhamento

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Para a TIM, uma das premissas deste novo plano estrutural deverá ser o do compartilhamento da infraestrutura e a priorização dos investimentos para a construção de backhaul.

A Abrint, por sua vez, defendeu a necessidade de redução do prazo de avaliação das políticas a serem implementadas e mesmo do prazo de validade deste plano. Para a entidade, que representa os pequenos provedores, um plano com validade de 10 anos poder tornar inócuo o planejamento.

Já o Intervozes – que congrega diferentes entidades da sociedade civil – apresentou a defesa da separação estrutural da rede de telecomunicações e de serviços e questionou o fato de que o plano elaborado aposta na aprovação do PLC 79, que, na avaliação da entidade, enfrenta problemas no Legislativo e no judiciário.

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