NEC assume papel de orquestradora em ecossistema de inovação


De olho na implementação de tecnologias avançadas para redes atuais e futuras, a NEC assumiu o papel de orquestradora em um ecossistema junto a seus parceiros estratégicos. Sua proposta é a de fornecer soluções de infraestrutura de redes e segurança assim como garantir serviços inovadores e robustos para seus clientes. Parte disso pode ser conhecido durante o Futurecom 2019 onde a empresa apresentou sistema completo que tanto pode ser utilizado em projetos de cidades inteligentes quanto atender necessidades do setor privado em seu processo de transformação digital

A estratégia está relacionada a três pilares, rede, aplicações e serviços. “Invertemos as formas tradicionais de abordagem, agora primeiro nos focamos em qual é a demanda do cliente e a partir daí desenvolvemos a interface que vai criar o serviço”, afirmou Leonardo Fonseca Netto, diretor de Soluções e Parcerias. Estão a seu lado nessa investida, parceiros como Juniper Networks, A10 Networks, Dell Technologies e Open Labs.

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A variedade de aplicações para cada serviço vem sendo explorada pela NEC em seu portfolio, aumentando o leque de opções de verticiais a serem atendidas. “O reconhecimento facial, por exemplo, tem inúmeras aplicações não apenas vigilância ou segurança”, observou o executivo. Essa solução é parte da plataforma multibiométrica oferecida pela companhia, onde também estão reconhecimento de íris, palmar e a própria impressão digital.

As ofertas da NEC são flexíveis e amplas. O sistema de reconhecimento facial (NeoFace Watch), por exemplo, pode — ou não — fazer parte de uma plataforma de videomonitoramento que, por sua vez, também pode incorporar outra solução da companhia como o vídeo analítico, que une inteligência artificial e machine learning para aprimorar uma análise comportamental. “Com machine learning e um banco de dados podemos criar padrões analíticos que permitem identificar várias anormalidades, como um barulho atípico ou um carro na contra-mão”, comentou Netto. Conforme a “máquina” é treinada, crescem também as opções de monitoramento e de alertas a serem enviados para o Centro de Comando de Controle quando necessário.

Em parceria com a empresa Salvus, a NEC desenvolveu o Smart Health, sistema voltado à área de saúde que, como as demais, tem várias aplicações. No Futurecom, foi apresentada a plataforma de gestão de oxigênio medicinal, que trabalha com sensor instalado em cilindro de oxigênio e conectado a uma plataforma web que administra, de forma centralizada, o ciclo de consumo, estoque e entrega do produto em casa (home care) ou no hospital.

Por meio do Smart Lighting, sistema inteligente de iluminação pública, é possível tanto obter informações sobre a própria iluminação como incorporar sensores e mesmo inteligência artificial para o uso dessa rede em outras atividades de monitoramento. “Cada poste tem uma controladora e temos um gateway que permite controle de até 1000 controladoras” informou o diretor.

As soluções da NEC, no geral, têm uma forte característica que as encaminham para aplicação em smart cities. “Utilizamos nossas soluções em cidades inteligentes na Ásia, Europa, América Latina e Oceânia e acreditamos que esse tipo de investimento começa a despontar no mercado brasileiro”, ressaltou. Ele acha que os gestores públicos brasileiros, no momento, têm outras prioridades mas em dois a três anos Netto aposta que este mercado começará a decolar.

Mas a aplicação das soluções apresentadas pela NEC não se restringem à área pública. O sistema de reconhecimento facial, por exemplo, está sendo testado por uma empresa da área privada enquanto há interesse pelo vídeo analítico em setores como transporte, infraestrutura crítica, mineradoras, entretenimento e logística. Sua atuação nesses mercados se dá de diferentes formas, em um momento pode atuar como fornecedora de soluções, como integradora ou mesmo como ambas.

Todas essas soluções estão disponíveis hoje e podem ser implantadas com as tecnologias existentes. Mas Netto recohece que com a chegada da 5G muitas delas poderão ser potencializadas assim como também será inevitável o surgimento de novas aplicações e serviços a partir dessa tecnologia. Nesse processo, as parcerias mais uma vez estarão no centro da estratégia de crescimento da gigante japonesa.

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