“Não somos contra as OTTs, só quando o serviço cruza a linha vermelha”, afirma presidente da Vivo


“Não acredito que os modelos tributários ou regulatórios vão mudar, por isto entendo que devem ser aplicadas regras iguais para serviços iguais, caso contrário, haverá um incentivo para se abrir empresas fora do Brasil”, Amos Genish.

O presidente da Telefônica Vivo, Amos Genish, voltou a tratar hoje dos problemas que vê em relação aos serviços de internet ou OTTs (Over The Top). O executivo esclareceu que não é contrário a esses serviços, “mas totalmente a favor deles”, não só  é  favorável quando alguém “cruza a linha vermelha” e presta um serviço  igual ao de telecomunicações, sem contudo ter as mesmas amarras que as operadoras de telecom. Ele refere-se exclusivamente a um ou dois serviços como o serviço de voz lançado pelo WhatsApp.

“Quando o WhatsApp passa a usar os nossos números de celular, ele cruza  a linha vermelha. Antes disso, não tinha qualquer problema”,completou.

” A Vivo  tem mais de 40 aplicativos  OTTs com mais de R$ 2 bilhões de faturamento ao ano, com crescimento de 30% por ano. O nosso foco é um tipo de serviço que usa os nossos recursos e  que equivale aos serviços de telecom”,afirmou.

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Embora Genish considere louvável a proposta da Anatel de desregular o serviço de telecomunicações, ao invés de tentar regular o serviço de internet, não acredita que essa alternativa seja factível, e, por isto, continuará a insistir em apresentar estudos à agência para que ela se posicione sobre a questão. ” A lei é clara, se na visão do usuário, o serviço é de telecom, não importa a tecnologia por trás”, defende.

“Não acredito que os modelos tributários ou regulatórios vão mudar, por isto entendo que devem ser aplicadas regras iguais para serviços iguais, caso contrário, haverá um incentivo para se abrir empresas fora do Brasil”, concluiu.

 

 

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