Na Europa, 99,9% das casas têm acesso à internet


continente-europeu-europa-mapaA Comissão Europeia divulgou hoje, 25, um estudo sobre a cobertura da banda larga no bloco e em alguns países em volta, como Noruega, Suíça e Islândia. Os dados mostram que 99,9% das casas na região pesquisada (31 países) têm acesso à internet, seja banda larga fixa, móvel ou via satélite.

A título de comparação, a última pesquisa TIC Domicílios 2016, que afere a penetração da banda larga no Brasil, estima em 54% a quantidade de residências do Brasil com acesso de qualquer tipo à internet. Da população total brasileira, apenas 61% acessam a internet – em casa, no trabalho ou em algum outro lugar, como pontos públicos ou casa de amigos.

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Os dados europeus mostram que não apenas o acesso banda larga de qualquer tipo está universalizado, como a banda larga fixa também está. Lá, 97,5% das casas têm uma conexão fixa de internet.

Tecnologias

As tecnologias também não param de evoluir. VDSL, Docsis 3.0 e FTTx (fibra óptica) já somam 75,9% dos acessos entre os países membros da União Europeia, 5,5 p.p. a mais que um ano antes.

Como no Brasil, há grande disparidade na Europa entre as casas localizadas no campo e as casas da cidade. Na zona rural, 92,6% das casas têm acesso à internet, mas menos de 40% com redes de próxima geração (VDSL, Docsis, FTTx, LTE).

O DSL continua a ser a tecnologia de acesso fixo mais usada por lá, seguido do cabo e do WiMax. Este último está sendo trocado pelas operadoras por soluções em LTE. A vDSL é a tecnologia fixa que mais cresce no velho continente. Expandiu-se 7,1 p.p. no último ano, e cobre 48,2% da população. Satélite é a tecnologia com maior cobertura (99,4%), seguida de LTE (96%). Esta última é a tecnologia de acesso que mais cresceu no período, 10 p.p.

Velocidades

O estudo publicado nesta segunda-feira é uma referência para a Comissão Europeia calibrar suas políticas de acesso à internet. Como lá todas as casas já se conectam há pelo menos três anos, a Comissão definiu o aumento da velocidade média do acesso como principal meta.

O objetivo é garantir a todos acessos de pelos menos 30 Mbps até 2020. E, também até 2020, ter 50% dos acessos domésticos com velocidades de ao menos 100 Mbps.

Até o momento, 96,7% das casas poderiam contratar planos de até 2 Mpbs. Já 75,1% têm cobertura de ao menos 30 Mbps. E 50,8% já podem assinar planos de ao menos 100 Mbps. Ou seja, uma das metas da agenda digital do bloco já foi atingida, com antecedência de três anos.

A Comissão Europeia lembra, no entanto, que o percentual não reflete a desigualdade entre os países. Por exemplo, enquanto Malta tem 100% das casas com acesso possível a um plano de 100 Mbps, na Itália, não são nem 20% das residências.

Não há, no Brasil, estudos similares que mostram o tamanho da cobertura por velocidade. O TIC Domicílios 2016 mede a quantidade de acessos ativos, e aponta que um terço das casas têm conexões acima de 3 Mbps – apenas 1% acima de 51 Mbps.

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