Na Europa, experiências de Cidades Móveis


  Uma cidade digital é aquela que "melhora sensivelmente a qualidade de vida dos cidadãos pela incorporação das Tecnologias da Informação (TICs), sintetizou Edgardo Alfredo Pereira Sánchez, coordenador da Oficina Regional de Cidades Digitais da Associação Iberoamericana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações (AHCIET, da sigla em espanhol), no 5º Wireless Mundi, evento …

 

Uma cidade digital é aquela que "melhora sensivelmente a qualidade de vida dos cidadãos pela incorporação das Tecnologias da Informação (TICs), sintetizou Edgardo Alfredo Pereira Sánchez, coordenador da Oficina Regional de Cidades Digitais da Associação Iberoamericana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações (AHCIET, da sigla em espanhol), no 5º Wireless Mundi, evento realizado pela Momento Editorial para discutir políticas públicas e aplicações sociais a partir das TICs. A AHCIET, organização sem fins lucrativos que abriga 52 empresas de telecomunicações de países da América Latina, América Central, Caribe e Espanha, criou, há oito anos, a Rede Iberomericana de Cidades Digitais.

Pereira contou que, entre as diversas iniciativas da associação, que visa o desenvolvimento da gestão inteligente da informação, das aplicações sociais e das oportunidades de negócios no mercado de telecom, está o Portal Iberomuncípios (www.iberomunicipios.org), voltado para o fomento às cidades digitais. No portal, além de informações e eventos, como o Prêmio Iberoamericano de Cidades Digitais, está disponível um manual para prefeitos, um guia que apoia desde o desenho do projeto até a implementação da estrutura de uma cidade digital.

Pela experiência obtida ao longo dos 27 anos de atuação da AHCIET, disse Pereira, uma cidade  digital deve se adaptar às necessidades dos cidadãos, aos difrentes grupos sociais locais. "Deve tornar a cidade atrativa para viver e para investir", acrescentou. Recente pesquisa realizada pela AHCIET revelou que os principais obstáculos para a viabilização de um projeto de cidade digital são: o custo (falta de recursos não apenas para a implantação, mas para a manutenção do projeto), a falta de apoio institucional (vontade política), falta de acesso e falta de habilidades (desconhecimento e despreparo da população).

PUBLICIDADE

O representante da AHCIET relatou experiências bem-sucedidas de cidades que, para além do conceito de digitalização, passaram a fazer parte do novo patamar, de Cidades Móveis. Em Madri, por exemplo, o portal da empresa de transportes integra as informações de interesse dos usuários a serviços de mensagem ou de mapas que podem ser consultados pelo celular. "Dentro do conceito de cidade móvel, onde a administração é móvel, o cidadão fica mais perto da prefeitura, com acesso rápido e fácil a serviços municipais básicos", disse Pereira. (Da Redação)

Anterior Google cria fundo de capital de risco
Próximos MP manda telecom pagar taxa de TV pública em maio. Hoje, Fistel recebe 90% dos recursos.