Na contramão, a Mob Telecom investe na crise


Vanderson-Santana-MOB
Com faturamento de R$ 100 milhões, a Mob Telecom, que vende serviços de telecomunicações para usuários corporativos e residenciais, não se recolheu diante da crise econômica. No biênio 2015/2016 está investindo R$ 15 milhões em equipamentos para rede de transporte. “É hora de aproveitar as oportunidades”, disse Vanderson Santana, diretor comercial e um dos sócios da empresa, criada há quase 20 anos pela família Bayde.
 Santana participou do Encontro Provedores Regionais Nordeste, realizado na semana passada, em Fortaleza (CE), pela Bit Social.

Como exemplo, ele citou que hoje a Mob Telecom, que tem uma rede de 1.100 quilômetros de fibra óptica, é a principal distribuidora de conteúdo no Nordeste. Diante do crescimento do consumo de vídeos pelos usuários – “a Netflix faturou R$ 1 bilhão com internet no Brasil em 2015” -, a operadora investiu, em 2011, em um data center que, entre muitos serviços corporativos, oferece também o de colocation para provedores de CDN (Content Delivery Network), para entrega local de conteúdo.

E para reduzir o passeio de seu tráfego e de seus clientes pela internet, possui um Pix no PTT Metro Ceará e outro Pix no PTT Metro São Paulo, reduzindo gastos da empresa com conectividade. Isso porque a conexão direta economiza banda da internet e todos os participantes do PTT Metro trocam tráfego gratuitamente, com todos os participantes específicos sem perder a latência.

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Presente em oito estados do Nordeste e no Pará, a operadora tem 30 mil clientes residenciais. Mas o grosso de seu faturamento vem dos clientes corporativos, divididos em três categorias: operadoras, provedores de acesso à internet e empresas/governo. Para operadoras, provê infraestrutura e Sistema Autônomo (AS); sistema de comunicação full duplex, com assistência técnica especializada; e links de dados ponto-a-ponto e ponto-multiponto. Para os provedores de internet, também oferece capacidade de rede (links de dados e links dedicados para internet).

Já para empresas e governos, além da conexão, oferece seus serviços de data center: colocation (para racks e provedores CDN), virtualização (para grandes portais, e-commerce, ERP e Streaming) e gestão de rede (back up, segurança e arquitetura de sistemas, com alta disponibilidade). Embora considere o investimento em rede fundamental para a operação, Santana defende a necessidade de os provedores irem além da oferta de conexão. “É preciso agregar novos serviços, saindo da camada de infraestrutura”, defendeu ele.

Como fazer isso? Sua receita é observar as tendências tecnológicas e seu avanço e acompanhar o movimento dos grandes players. Ele lembra que o serviço de música online Spotify, que tem milhões de músicas e play lists de todos os gêneros, está preparando seu lançamento no país, com a realização de trials. “Isso vai nos trazer novos clientes”, observou.

 

 

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