Na Câmara, representante do Tik Tok defende moderação de conteúdo pela plataforma


Maírlia Monteiro, Representante do TikTok - Crédito: Divulgação
Marília Monteiro, representante do TikTok – Crédito: Divulgação

Aconteceu hoje, 23, na Câmara dos Deputados uma audiência para debater a proposta do governo de regular a moderação de conteúdo nas redes sociais. O evento teve participação de representantes de organizações civis e de empresas, incluindo o Tik Tok.

Marília Monteiro, representante da plataforma de vídeos curtos, defendeu ali a autonomia das plataformas para moderar conteúdo. Defendeu o Marco Civil da Internet, lei de 2014, que se mantém atual em sua visão, “mesmo após tantas mudanças na internet”. Mais que isso, afirmou que a plataforma trabalha para ter um “ambiente acolhedor”.

“Em 2020, abrimos nosso Centro Global de Transparência e Responsabilidade para demonstrar segurança e transparência para nossa comunidade. Trabalhamos para identificar e remover contas enganosas, com a ajuda dessa comunidade. Isso inclui desinformação sobre eleições e sobre vacinas contra o Covid”, falou Monteiro.

“Nos empenhamos em criar um ambiente acolhedor. Nosso foco está na tentativa de moderação. Temos treinado a equipe para isso. Outro objetivo é avançar na transparência da segurança de nossos usuários”, continuou.

Ela contou que o Tik Tok já removeu 61 milhões de vídeos por violarem as diretrizes da plataforma, mas que isso representa menos de 1% do total de vídeos postados no Tik Tok.

“82% desses vídeos foram removidos antes de receberem qualquer violação, 91% antes de qualquer denúncia e 93% dentro de 24 horas após serem postados”, enumerou.

Remoções

Segundo Monteiro, quase 2 milhões de anúncios foram rejeitados por violarem a política da plataforma para publicidade.

“As contas removidas por violarem nossas diretrizes representam menos de 1% de todas as contas criadas no Tik Tok. Além disso, cerca de 71 milhões de contas foram impedidas de serem criadas  por meios automatizados”, relatou, sobre os cuidados da plataforma.

Mas reforçou o foco na tentativa de moderação. “O Tik Tok oferece aos criadores a opção de poder apelar à Justiça devido à remoção de seus vídeos. Mas assim que recebemos o recurso, nossa equipe humana revisa o vídeo e o reintegra, em caso de reconsideração.”

Ausência

Convocado pelo Grupo de Trabalho para Aperfeiçoamento da Legislação Brasileira – Internet, o debate teria também a presença do Linkedin, mas a plataforma não mandou nenhum representante.

Anterior Empresas de TV paga contratam ex-ministro do STF para contestar trecho da MP do Fistel
Próximos Iara Melo: Notificar um incidente de segurança à ANPD é um momento estratégico