MWC 2020 tem novas baixas por temores quanto ao novo coronavírus


A maior feira do setor de telefonia móvel do planeta, tradicionalmente realizada em fevereiro, pode não acontecer por conta de temores dos participantes em relação à epidemia do novo coronavírus. Hoje, 12, foi a vez de a Nokia anunciar que não irá mais ao evento, nem enviará representantes, a fim de não expor seus trabalhadores ao risco de contágio.

A empresa afirma que fez uma avaliação dos riscos em virtude da rápida disseminação da doença. “Acreditamos que a decisão mais prudente é cancelar a participação no Mobile World Congress. Agradecemos à GSMA, aos governos da China, da Espanha e da Catalunha, e a todos que vem trabalhando incessantemente para lidar com os desafios resultantes do novo coronavírus”, diz a companhia, em comunicado.

PUBLICIDADE

A Nokia se junta à Ericsson, que havia cancelado a participação na semana passada. Ao lado da Huawei, as três empresas são as principais desenvolvedoras de tecnologia 5G, que estaria nos holofotos do MWC neste ano. Com isso, a Huawei, que manteve sua participação, deve ter toda a atenção.

A lista de ausências já tem 38 expositores, entre os quais grandes operadoras, gigantes digitais e até reguladores. AT&T, Amazon, Arcep (o regulador da França), Facebook, Intel, LG, Mediatek, NTT Docomo, Rakuten Mobile, Sprint são exemplos que anunciaram cancelamentos, ou confirmaram a veículos internacionais a desistência.

Ao longo da semana a GSMA tem reforçado que não pretende cancelar o evento. Diz que vai proibir a entrada de viajantes oriundos de Hubei, província da China mais afetada, enquanto pessoas vindas do país asiático terão de passar por uma quarentena de 14 dias fora do território chinês a fim de entrar no evento. Também diz que reforçará a higiene, e que o governo da Espanha e da Catalunha estão reforçando regras de higienização com hotéis.

Na imprensa internacional, circulam notícias de que a GSMA tenta convencer o governo espanhol a declarar emergência. Dessa forma, reduziria o prejuízo com o cancelamento do evento, uma vez que poderia acionar um seguro. Sem a declaração formal do governo, ao menos da Catalunha, não poderia reclamar tal seguro. O prejuízo, em caso de cancelamento, seria enorme. Conforme o jornal El País, o MWC movimenta meio bilhão de euros na cidade, todo ano.

Depois dos chineses, viajantes internacionais são os mais expostos

Levantamento da Organização Mundial de Saúde aponta que um forte vetor de disseminação do vírus são locais onde se reúnem viajantes internacionais, como aeroportos. Em 10 de fevereiro, por exemplo, a maior parte dos casos identificados fora da China foi de pessoas que recentemente utilizaram alguma forma de transporte internacional. A organização

Os casos que afligem pessoas que passaram por viagem internacional, mas não estiveram na China, crescem sem parar desde 5 de fevereiro. Ainda assim, a OMS não emitiu nenhum alerta ou recomendação específicos para viajantes, a não ser procurar assistência médica caso os sintomas da doença (febre e problemas de respiração) apareçam. Ontem 11 de fevereiro, havia no mundo 43.103 casos confirmados de infecção no mundo. A imensa maioria, 42.708, restritos à China.

Anterior Lucro líquido normalizado da TIM aumenta 32,1% em 2019
Próximos América Móvil analisa a compra de ativos da Oi