Mozilla propõe princípios para o bloqueio de conteúdo na internet


A Mozilla Foundation, organização responsável pelo navegador de internet Firefox, propôs hoje, 19, a criação de princípios para o bloqueio de conteúdo na internet. A iniciativa foi motivada pela decisão da Apple, fabricante do iPhone, de permitir em seus dispositivos o uso de aplicativos que impeçam a exibição de publicidade em sites e outros apps. Também recentemente, a operadora Digicel escolheu bloquear a publicidade móvel como forma de pressionar as OTTs a contribuir com o financiamento da infraestrutura móvel.

De acordo com Denelle Dixon-Thayer, chief legal and business officer (responsável por toda a área jurídica e de negócios) da Mozilla, a proposta de “princípios para o bloqueio de conteúdo” tem como objetivo guiar os esforços do mercado e informar os usuários sobre os benefícios dessa prática e seus riscos, estabelecendo como e por que um conteúdo deve ser bloqueado, tendo em vista o respeito e as escolhas do usuário. Assim como os princípios de privacidade de dados orientam as operações da organização, esses princípios irão orientar os desenvolvimentos da Mozilla e os projetos que ela irá apoiar daqui para frente.

Tento como ponto de partida a missão de assegurar uma internet aberta, confiável e que dê o controle da experiência para o usuário, a Mozilla entende que o bloqueio deve considerar: neutralidade, transparência e liberdade.

Quanto à a neutralidade de conteúdos, os programas de bloqueio de conteúdo devem atender às demandas de seus potenciais usuários (como desempenho, segurança e privacidade), ao invés de bloquear categorias específicas de conteúdo (como publicidade). Esta posição coloca a fundação em posição contrária à da operadora Digicel.

No quesito transparência e controle, os bloqueadores de conteúdo devem oferecer aos usuários mais transparência e controles significativos sobre as necessidades que ele está tentando resolver.

Na âmbito da Liberdade, o bloqueio deve manter a igualdade de condições e deve atuar sempre com os mesmos parâmetros, independentemente da fonte do conteúdo. As publicações e outros provedores de conteúdo devem ter a chance de participar do ecossistema web aberta, em vez de serem permanentemente castigados, o que fecha a internet para seus produtos e serviços. (Com assessoria de imprensa)

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