Motorola Solutions fará sistema de comunicação do Metro SP


A Motorola Solutions, fabricante de rádios, redes de telecomunicações de missão crítica, fornecerá para o Metropolitano de São Paulo (Metrô SP) o sistema de comunicações. A empresa não revela, porém, detalhes do contrato, que prevê a entrega de rádios serviços fim a fim.

Elton Borgonovo, o novo presidente da empresa no Brasil, conta que o contrato é um dos maiores para o ano de 2016, que deve ser marcado por oportunidades de negócios geradas pelos grandes eventos – tanto as Olimpíadas como manifestações. 

Para os Jogos do Rio de Janeiro, a empresa já começou a testar a rede de missão crítica que usa LTE. Essa rede conta com cinco estações radiobase, smartphones LEX 10 com o aplicativo Dragonforce, criado aqui, que permite comunicação de voz e dados criptografados, e o uso conjunto por diferentes agências de segurança. Esta rede já havia sido testada na Copa do Mundo de 2014, pela polícia do Distrito Federal.

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“O grande diferencial desta vez é a integração com diversas agências e órgão de segurança, algo inédito. O projeto é único e o primeiro no mundo com essas características, o que coloca o país na vanguarda”, diz o executivo. O sistema usará ainda a aplicação de reconhecimento facial Fullface, de startup brasileira.

Borgonovo também comemora o fechamento de contrato com a Secretaria de Segurança de São Paulo para fornecimento de rádios e com a CPMC, produtora de produtos florestais. No caso, entregará uma rede com serviços gerenciados por 10 anos. A empresa, multinacional, opera no sul do Brasil e no Chile, e a Motorola Solutions fará a integração das comunicações entre os dois países. A área a ser coberta abrange 53 mil Km² no Rio Grande do Sul, 70 mil km² no Chile, com 99% de disponibilidade e, além do sistema de voz, geo-posicionamento dos equipamentos. A comunicação usará o padrão Tetra.

Investimentos no país
Borgonovo assumiu a presidência da Motorola Solutions no mês passado, com a saída de Paulo Cunha. Diante da nova missão, se diz otimista com as mudanças políticas no país, embora não veja impacto direto nos resultados financeiros da subsidiária. Segundo ele, a economia, e as vendas da empresa, devem se acelerar a partir do segundo semestre.

Esforço para isso, há. “Estamos aumentando os investimentos para desenvolvimento de produtos a pedido de clientes locais, o que não acontece em nenhum outro país. Estamos indo além de simplesmente localizar uma solução”, diz. O executivo não revela, porém, quanto a filial brasileira dispõe para investir em P&D neste ano, nem se é mais ou menos que nos anos anteriores. 

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