Ministro britânico não crê em separação de Openreach e BT


Político Ed Vaizey minimiza críticas de operadoras concorrentes à “herdeira” da infraestrutura estatal e afirma que objetivo do governo não é elevar média de velocidade, mas levar internet aos rincões com pouca ou nenhuma cobertura.

O ministro das telecomunicações do Reino Unido, Ed Vaizey, se disse cético quanto à possibilidade de separação da operação de atacado, Openreach, do principal da British Telecom (BT). A medida é cobrada por concorrentes sob a alegação de que beneficiaria a competição no país e estaria entre as possibilidades estudadas pela agência reguladora local, a Ofcom, para incrementar os acessos no país.

Em entrevista ao jornal Finacial Times, Vaizey defendeu o atual modelo, baseado apenas na regulação por parte da Ofcom. “Uma separação completa seria um esforço enorme, consumiria muito tempo e teria grande potencial de se tornar um retrocesso. Sou cético, mas temos que esperar para ver a decisão da Ofcom”, afirmou.

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As operadoras Sky, Vodafone e TalkTalk insistem, junto à Ofcom, de que a BT opera a Openreach, uma rede nacional construída pelo governo britânico até a década de 1990, em benefício próprio, oferecendo serviços no atacado de baixa qualidade e dificultando a aplicação dos regulamentos locais. Mas Vaizey rebateu, afirmando que as reclamações dos concorrentes da BT são recorrentes, e que carecem de argumentos técnicos.

O político disse que prepara um plano para que municípios e comunidades consigam investir na criação de redes, onde a banda larga não chega ou é esparsa, e estuda a definição de obrigações para que as empresas garantam velocidade mínima de internet em todo o país de 5 a 10 Mbps. “Meu trabalho é entregar banda larga para o máximo de pessoas. O foco não é cobrir com fibra todas as residências, mas cobrir com banda larga os últimos 5% a 10% do país [ainda sem acesso]”, fala. (Com agências internacionais)

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