Minicom testa piloto com o Banco do Brasil para definir modelo de financiamento para ISPs


O diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimba, anunciou hoje, em painel realizado durante o 8o Encontro Provedores Regionais, no Rio de Janeiro, que o Minicom está discutindo com BNDES e a Abrint os problemas enfrentados pelos pequenos provedores de acesso para obter financiamento e que o Banco do Brasil, um dos agentes financeiros do BNDES, vai realizar alguns pilotos para localizar onde está o entrave. Embora o BNDES tenha incluído o financiamento da fibra óptica no Finame, os pequenos e médios provedores têm encontrado dificuldades na obtenção dos recursos junto aos agentes financeiros.

De acordo com Coimbra, o BNDES se dispôs a criar uma linha específica para provedores regionais, e, no momento, estão sendo discutidos os prós e os contras. Coimbra comentou que, se por um lado, uma linha própria tem como facilidade a propagação do financiamento, por outro, existe a dificuldade do gerente local que não conhece a linha. “Por isso estamos avaliando se seria mais fácil trabalhar com as linhas que já existem. Com o piloto, vamos identificar gargalos junto com o BB para definirmos o melhor modelo”, disse.

“O Minicom está discutindo com a Abrint, o BNDES e o Banco do Brasil os gargalos no financiamento e o BB está fazendo um projeto-piloto em várias agências para identificar as dificuldades. Não sabemos se o problema é falta de garantias ou se desconhecimento do gerente local”, afirmou Coimbra. Se o gargalo estiver nas garantias, o governo poderá criar um fundo garantidor de investimento para solucionar o problema.

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O deputado Jorge Bittar, que fez a abertura do evento, reiterou que as agências estaduais de desenvolvimento podem ser um caminho e insistiu que, no Rio, a AG Rio, está estruturada e acostumada a trabalhar com micros e pequenos empresários.

Outras dificuldades

As dificuldades dos pequenos provedores não se limitam ao acesso às linhas de financiamento, conforme mostrou Basílio Perez, presidente da Abrint, que falou sobre compra no atacado. “Existem 181 empresas cadastradas no Snoa, a maioria é formada por provedores regionais, mas ainda não se efetivou nenhuma compra”.

No mesmo painel, que tratou de tecnologias, políticas públicas e regulação, o coordenador de operações da RNP, Leonardo Ferreira Carneiro, apresentou a política da RNP, que está mudando sua política de trabalhar com grandes operadoras e gerando oportunidades também para os pequenos.

Estrutura

O backbone da RNP tem 14 PTTs no país – além dos pontos próprios, tem troca de tráfego com a Embratel em Brasília, Rio e São Paulo a 1 Gbps –, enlaces interestaduais de 40 Mbps a 20 Gbps (capacidade internacional). Já a rede de acesso tem 700 circuitos contratados e a previsão de contratar mais 400 circuitos em 2014. “Estabelecemos um modelo para fazermos parceria com os provedores regionais, dos quais queremos contratar circuitos em fibra. A parceria pode, também envolve a cessão de fibras em troca da manutenção da rede ou, ainda, podemos permutar fibras nas redes metropolitanas da RNP”, explicou.

O Encontro Provedores Regionais é a realizado pela Bit Social, com o patrocínio do BNDES, Sebrae e da Padtec.

 

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