Minicom quer plano federal de segurança a antenas, data centers e torres


O ministro das Comunicações, Fábio Faria, vai se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, para debater medidas federais de combate ao crime dirigido a infraestruturas de telecomunicações.

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Conforme o secretário interino da Pasta para a área, Artur Coimbra, o assunto já está na pauta da próxima reunião entre os ministros, a ser marcada nos próximos dias.

“O ministro Fábio vai buscar o Ministro da Justiça para elaborar um plano voltado para isso, uma vez que equipamentos de telecomunicações são da competência federal. Deixar isso para a competência estadual pode não ser adequado. É fundamental que haja envolvimento da União”, afirmou hoje, 25, durante o evento Teletime Tec, realizado pelo site Teletime.

Presentes ao mesmo evento, André Sarcinelli, CTO da Claro, e Abel Camargo, vice-presidente de estratégia e novos negócios da American Tower, destacaram que segurança pública é hoje um dos elementos que oneram as operadoras.

Empresas reclamam

“Estão sequestrando os equipamentos. Já fizeram isso com radiobase, com rede de fibra. E vão fazer com nossos data centers edge que estarão na ERB. O desafio de segurança pública é muito importante”, afirmou Sarcinelli. O caso veio à tona na semana passada, e aconteceu no Rio de Janeiro.

Para Camargo, o setor convive há anos com furtos e vandalismo. No passado, o problema era o fio de cobre. Agora, o crime inovou e partiu para o sequestro de ativos. “É uma questão de segurança pública e tem de ser contido. A empresa está levando para um bairro funções vitais da rede”, sustenta.

O executivo da ATC contou que há casos semelhantes em outros países em desenvolvimento, onde a empresa também tem operação. A solução ali foi investir em segurança. “Temos operações na África em que a instalação tem segurança 24×7. Isso escala o custo”, disse.

Segundo ele, isso leva a operadora a pensar duas vezes antes de escolher o local de investimentos. Quando o aporte é inevitável, a empresa tem de acrescentar os custos com segurança ou substituição de equipamentos furtados. “Preocupa tanto que sempre está nos business plans“, resumiu.

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