Minicom prefere menor regulação sobre telcos a mais regras para OTTs


João Pessoa – Desenvolver a economia digital na América Latina, região que ainda conta com 53% de sua população sem qualquer acesso a web ou que tem 63% de seu tráfego sendo gerado nos Estados Unidos é mesmo desafiador.

Para o governo brasileiro, porém, as medidas não podem se dar com o aumento de regras sobre as empesas de internet – as Over The Top (OTTs), como Google ou Facebook – mas devem mirar o caminho contrário, de redução de obrigações sobre as carries. Esta posição foi defendida por Miriam Wimmer, diretora do Ministério das Comunicações, no terceiro dia de debates do IGF – Forum da Governança da Internet.”As OTTs trazem a inovação e se elas forem fortemente reguladas, será uma saída ruim para a internet”, ponderou.

Para o professor da Universidade de Columbia, Raul Katz, a assimetria das regras, que  entende muito desbalanceadas em favor das empresas agregadoras de plataformas, como ele classifica as OTTS, está provocando grandes distorções na economia digital da região, pois impede o desenvolvimen to de alternativas locais. “ 73% dos usuários de internet da América Latina são usários do Facebook”, alertou.

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Para o diretor da Internet Society, Michael Kende, para se alterar o paradigma da dependência, é preciso mudar  o foco da política  e atacar o problema daqueles que não tem acesso à internet. E exemplifica: “No Brasil 90% da população tem cobetura 3G, mas só 50% acessa a internet. O que impede a outra metade da população acessar a internet?”

Para ele, a questão não é preço nem renda, já que os custos dos serviços de telecom no Brasil representam 3% da renda média nacional. E responde- pesquisa do IBGE de 2013 apontou que 70% que não têm internet alegaram falta de conhecimento. O  mesmo percentual também respondeu que não via utildade na web. “ Esses são os problemas que precisam ser endereçados”, apontou.

A jornalista viaja a convite do CGI.

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