MHNet cria agenda de crescimento e prevê fechar 2021 com 300 mil assinantes


Buscar oportunidades de negócios nos mercados de 5G e rede neutra; lançar debêntures para financiar a expansão e estudar a abertura de capital. Essa é parte da agenda da MHNet Telecom,  provedora de banda larga com sede em Santa Catarina para este ano. A companhia ainda quer aumentar sua carteira de assinantes de 200 mil para 300 mil até o final de 2021. 

É o que afirma o diretor comercial da empresa, Laírto Santos, em entrevista ao Tele.Síntese. O provedor já atua em torno de 100 cidades em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo e possui uma rede de 25 mil km de fibra óptica. Essa rede passa por cerca de 300 cidades brasileiras, o que permitirá ampliações futuras de atendimentos, inclusive no atacado. 

 Este ano, a MHNet comprou dois ISPs, a C-Connect, em Criciúma, e a Optnet, em Pato Branco, mas trabalha na perspectiva de novas aquisições. “A nossa meta é chegar a 30% de novos assinantes por meio de crescimento inorgânico, enquanto 70% virão da expansão da rede”, afirma Santos. Para justificar esse crescimento, a MHNet registra um média de 7 mil ativações por mês. 

A operadora oferta serviço de banda larga com velocidade de conexão de até 400 Mbps, serviço de TV paga, telefonia fixa e, desde o ano passado, telefonia móvel, serviço lançado em parceria com a Unifique. “A MVNO veio para fidelizar nossos clientes e posicionar a empresa no mercado do 5G”, diz Santos. Ele ressalta que não há um projeto pronto de participação direta no leilão das frequências para a nova tecnologia, embora haja muita conversa com outros provedores e fornecedores. Acredita, entretanto, que poderá ofertar infraestrutura para outras empresas, que adquirirem lotes no certame. “Não podemos ficar de fora”, observa. 

MHNet ainda não fechou o  total de investimentos em 2021. No momento, a operadora tem trabalhado para equilibrar as dificuldades de abastecimento dos equipamentos, preço do dólar, pedidos de aumento de banda pelos assinantes, sem elevar o valor dos planos. Segundo Laírto Santos, há uma escassez de ONU e de roteador no mercado, que exige um grande desafio. 

“A pandemia do coronavírus aumentou a procura pelo serviço, mas a população teve a renda reduzida, o que impede aumentos nos planos ofertados, é um jogo que está bastante complexo”, afirma Santos.  Por essa razão, a empresa vem conversando com fundos de investimentos com vista em futura capitalização, emissão de debêntures e, finalmente, a abertura de capital. 

Para Santos, o ideal é esperar o avanço da oferta inicial de ações pela Unifique e Desktop e pela OPA da Brisanet, antes de chegar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Estamos atentos a todos os movimentos do mercado de operadoras” regionais, que tem mudado bastantes nos últimos anos”, disse. Ele disse que o caminho é a profissionalização não só tecnológica, mas também financeira. 

 O entendimento da direção da MHNet é observar todos os caminhos para se manter atrativa no mercado. Santos disse que o perfil da empresa veio se modificando ao longo do tempo. De buscar pequenas cidades no interior para atender municípios de maior porte,  aproveitando-se de uma lacuna no mercado. “E a operadora se preparou, se programou muito bem para essa nova estratégia”, disse.

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