Metade dos usuários de internet da América do Sul acessa conteúdos piratas


hacker-seguranca-conexao-dados-criptografiaA Alianza Contra la Piratería de Televisión Paga (Alianza), associação antipirataria das empresas líderes da indústria de TV por assinatura na América Latina, publicou um estudo sobre pirataria online de vídeos na América do Sul feito pela consultoria NetNames. A pesquisa analisou o tráfego de dados ilegais em nove países da região – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Foram analisados dados de uso de internet em setembro de 2015, com foco nos três ecossistemas principais de pirataria audiovisual: Cyberlockers (serviços de hospedagem de arquivos); Peer-to-Peer (rede de computadores na qual cada um age como servidor para outro computador); e transmissão IPTV ilegal.

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Dos cerca de 222,3 milhões de usuários de internet na América do Sul, quase 50%, 110,5 milhões, acessaram um site que distribui conteúdos pirateados. Os Cyberlockers são os mais acessados: 62,7 milhões de usuários únicos, representando 28,2% de todos os usuários de internet da América do Sul. O modelo P2P é usado por 46,1 milhões de usuários únicos, 20,7%  dos usuários. A transmissão IPTV ilegal é usada por 8,8 milhões de usuários únicos, ou 4% de todos os usuários de internet da região.

A quantidade de dados transmitida ilegalmente atinge os 789 petabytes (PBs), ou cerca de de 1,5 bilhão de horas de visualização online. “A pirataria online de vídeos representa uma ameaça substancial à proteção de direitos de propriedade intelectual” afirma Michael Hartman, Vice-Presidente Sênior e Diretor Jurídico da DIRECTV Latin America.

Pirataria da TV paga no Brasil
Em outro estudo publicado no final de fevereiro, a Alianza estimava que 28% dos assinantes de TV no Brasil eram piratas. O porcentual fica abaixo da média para a América Latina e Caribe, onde 29% roubam o sinal. Pelos cálculos da entidade, o país teria 25,7 milhões de pessoas com acesso à TV por assinatura, dos quais, 7,3 milhões seriam conexões ilegais. Desse total, 4,5 milhões seriam “gatos” e 1,2 milhão seriam captação por satélite. O restante obtém TV por outros meios.

O material diz que as operadoras deixam de ganhar US$ 2 bilhões anualmente, enquanto as programadoras perdem US$ 647 milhões ao ano com a pirataria. Em impostos, representaria uma evasão de US$ 483 milhões no país.

A Alianza contra la Piratería de Televisión Paga foi lançada em janeiro de 2013. É um grupo de mais de 20 fornecedores de conteúdo, emissoras de TV por assinatura e fornecedores de tecnologia que busca combater a pirataria na América Latina. Entre as associadas estão Directv, Telefónica, Claro HDTV, SKY Brazil, VTR, CDF, Discovery, ESPN, Fox, Globosat, HBO, Telecine, Televisa, Turner, ABTA, Cisco.

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