Mesmo com melhorias, queixas contra serviço móvel aumentam.


Mesmo com a melhoria nos indicadores de redes da telefonia móvel, atestada pela Anatel, as reclamações contra o serviço aumentaram no call center da agência. Segundo a superintendente de Relações com os Consumidores, Elisa Peixoto, a média de queixas no ano passado era de 518 mil registros por mês e subiu para 660 mil nos primeiros seis meses de 2013. “Dessas reclamações, 40% são referentes a redes”, disse.

No mês em que a Anatel suspendeu a venda de chips pelas operadoras, em julho de 2012, as reclamações absolutas contra as redes variavam de 500 a 1.500, dependendo da operadora e, em abril, subiram para 1.500 a 3.500 em abril deste ano.

Para o presidente da Anatel, João Rezende, o aumento das queixas pode ser atribuído também à forte migração de acessos 2G para 3G. “De agosto de 2012 a abril de 2013, houve redução de mais de oito milhões no número de acessos da rede de segunda geração e um aumento de mais de 14 milhões na de terceira geração, o que mostra o interesse do consumidor em ter acesso ao serviço de banda larga móvel”, disse.

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Rezende afirma que esse movimento migratório do 2G para o 3G demandará mais investimentos das operadoras, que prometeram aplicar até 2014, R$ 30,4 bilhões em melhorias no serviço. “Ainda não temos o levantamento de quanto cada uma operadora empregou até agora, mas essas informações estarão no relatório da quarta avaliação do serviço, que será divulgado em agosto”, disse.

O presidente da agência adiantou que já ficou comprovado o aumento de antenas licenciadas de 8%. “Em junho de 2012, o total de erbs licenciadas era de 55.448 e agora, um ano depois, já somam 59.369, numa velocidade de 326 novas antenas licenciadas por mês”, afirmou.

Já para o superintendente de Controle das Obrigações, Roberto Martins, o aumento das reclamações pode ser atribuído também à maior divulgação do número do call center da Anatel, o que pode ter levado o usuário a apresentar sua queixa.

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