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Mercado global de RAN 5G permanecerá em declínio

Não há expectativas de que o 5G Advanced desencadeie um novo ciclo de investimentos e a perspectiva de queda continua na faixa de 1% ao ano

 

RAN 5G
RAN 5G

As notícias não são as melhores para o mercado global de RAN (Radio Access Network). Depois da diminuição de receita no ano passado e no primeiro trimestre deste ano, pesquisas indicam que nem mesmo o desempenho em mercados não maduros 5G poderão compensar a queda em países onde a tecnologia está mais madura, como Estados Unidos e China. As projeções são de declínio a uma taxa anual de 1% nos próximos cinco anos.

Esse cenário já estava delineado no início do ano, com previsões nada otimistas. Na ocasião, o grupo Dell Oro alertou que as previsões de curto prazo para o mercado móvel deveriam ser revistas para baixo. A consultoria já sinalizava com uma desaceleração de 1% nos próximos anos o que foi confirmado este mês em novo relatório.

Espera pelo 6G ?

 

Stefan Pongratz, vice-presidente do Grupo Dell’Oro, disse que não há expectativas de que o 5G Advanced desencadeie um novo ciclo de investimentos. O executivo ressaltou que embora o LTE ainda seja responsável pela a maior parte do tráfego de dados móveis, novos investimentos em RAN estão em 5G. E embora o 5G esteja projetado para crescer mais 20% a 30% até 2027, não será um crescimento suficiente para compensar os declínios acentuados nos investimentos em LTE.

“A questão agora não é mais se a RAN vai crescer. A questão agora é quanto o mercado de RAN diminuirá antes que o 6G apareça?”, observou. 

Os principais players nesse mercado são Huawei, Ericsson, Nokia, ZTE e Samsung. Hoje a Ericsson divulgou resultado  financeiro do segundo trimestre quando registrou prejuízo líquido de 600 milhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 58,6 milhões). No mesmo intervalo do ano passado, a empresa lucrou 4,7 bilhões de coroas suecas (US$ 460 milhões). A Nokia, por sua vez, apresentou também hoje uma atualização de suas projeções para os negócios em 2023 reduzindo as estimativas de receita líquida e apertando a margem operacional prevista para o ano.

 

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