Mercado de tablets cai 35% no segundo trimestre de 2015


Entre os meses de abril e junho de 2015 foram vendidos 1,271 milhão de tablets no Brasil. O volume representa uma queda de 35% na comparação com o mesmo período de 2014 e de 29% quando comparado ao primeiro trimestre de 2015. O levantamento foi realizado pela consultoria IDC Brasil.

Por mês, foram vendidos 401 mil tablets em abril, 421 mil em maio e 446 mil em junho. Com estes números, o mercado brasileiro representa 3% do total de vendas no mundo e encerra o segundo trimestre de 2015 na 8ª posição no ranking mundial. Em relação ao ticket médio, 68% dos produtos vendidos custam até R$ 500.

Para Pedro Hagge, analista de pesquisas da IDC Brasil, o desempenho do mercado ficou aquém do esperado principalmente por conta da alta do dólar, que fez com que mais da metade das marcas que faziam negócios no mercado brasileiro deixassem o país. “Os tablets são produtos totalmente dependentes da cotação da moeda americana. Empresas menores, que importavam seus produtos de olho no bom desempenho do mercado, que aconteceu entre 2013 e 2014, e que não têm estrutura física e nem fabricação local, não conseguem acompanhar a flutuação do dólar, tendo apenas duas opções: encalhar com o produto ou vender com prejuízo. Muitas delas acabam imigrando para outro país que esteja vivendo um momento econômico melhor”, analisa.

Outro fator decisivo para o desempenho é a perda do interesse do consumidor por este tipo de dispositivo. Durante alguns anos, o tablet foi considerado a segunda tela, porém, a partir do momento que os smartphones de tela grande se popularizaram e ficaram mais baratos, houve uma canibalização. “Podemos somar a isso o fato de que o tablet não é um aparelho fundamental, ou seja, se ele quebrar ou se o consumidor tiver uma experiência ruim com o produto, a chance dele abandonar o equipamento é muito grande”, completa o analista da IDC Brasil.

Até o final do ano, a IDC Brasil estima que 6.5 milhões de tablets, contando os notebooks com tela destacável, sejam comercializados, volume que representa uma queda de 29% frente a 2014, quando 9,5 milhões de aparelhos foram vendidos.

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