MCTI lança bases para programas de IoT/Manufatura 4.0


Crédito: Freepik
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou, nesta terça-feira, 26, o termo de referência do Programa Prioritário IoT/Manufatura 4.0,  visando o apoio e o desenvolvimento de mecanismos, ferramentas e novas tecnologias que permitam ao Brasil participar dessa nova forma de organização industrial.

O entendimento é de que a manutenção de um Programa Prioritário em Tecnologia da Informação (PPI) coordenado pela Embrapii, um instrumento criado pelo MCTI e acompanhado pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI) para orientar e ampliar o suporte das empresas que investem em P,D&I no país. Buscas de parcerias também são destacadas no termo.

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O PPI IoT/Manufatura 4.0 tem por objetivo apoiar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e viabiliza fomentar o desenvolvimento de tecnologias que resultem em novos produtos e processos desenvolvidos pelas empresas que firmam parcerias com as ICTs apoiadas com recursos do PPI (na medida as tecnologias e conhecimentos apropriados por essas ICTs transbordem para o setor empresarial).

A Embrapii abrirá processos de seleção específicos para atender aos objetivos da parceria, mediante a existência de recursos específicos para essa ação. A ação consiste, então, em selecionar ICTs credenciadas junto ao CATI com os recursos do PPI IoT – manufatura 4.0 para ampliar a oferta de grupos de pesquisas habilitados a desenvolver projetos nessa área.

Agenda

Para alcançar os objetivos, será estabelecida uma agenda de prioridades entre a Sempi (Secretaria de Empreendedorismo e Inovação) e Embrapii para essas áreas tecnológicas. Uma vez selecionadas, a operação se dará conforme a legislação vinculada ao PPI e à Lei de TIC’s citadas anteriormente. Também significa que essas ICTs terão o acompanhamento da Embrapii e os resultados obtidos serão informados periodicamente à Sempi e ao MCTI.

De acordo com o documento, é importante frisar que a implementação da Manufatura 4.0 é desenvolvida a partir de casos de uso onde os dispositivos sensores e atuadores com capacidade de conexão a redes de comunicação habilitam a coleta de dados (rastreabilidade) e o acionamento remoto. E que a Internet das Coisas (IoT) permite gerar, integrar e combinar dados de diferentes origens e formatos (digitalização).

E ainda que o uso de técnicas de Inteligência Artificial (IA), tais como aprendizado de máquina (“machine learning”, “deep learning”, reconhecimento de linguagem natural, entre outras), permite desenvolver as capacidades de raciocínio, reconhecimento de padrões e aprendizagem de máquina. IA aqui compreende o uso da tecnologia de forma ampla em diferentes projetos onde IA for necessário. Dentro desse conceito, todo objeto físico (seja uma máquina ou uma linha de produção) e os processos físicos que ocorrem em função desse objeto, podem ser digitalizados.

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