Máquinas não sentem emoções. Ainda.


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  • * Diego Barbosa

INOVAtic NE –Será chegado o momento em que os computadores poderão sentir emoções? Esta foi uma questão levantada por um dos participantes da mesa redonda “A Inteligência Artificial na indústria e nas empresas. Grandes e pequenas” durante a INOVAtic Nordeste.

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Mediada pelo Presidente do Instituto Atlântico, Francisco Moreto, a mesa contou com a presença de Amanda Lopes Macedo (Consultora Principal de Serviços Huawei do Brasil), Cleiton Rocha (Analista de Sistemas do Instituto Atlântico) e Nauber Gois (professor da FAMETRO – Fortaleza).

Nauber Gois, professor da FAMETRO,  explicou que hoje já há modelos tecnológicos que detectam, sim, emoções. “Existe, basicamente, um trabalho de detecção facial, onde há uma classificação da emoção presente em um rosto”, afirmou o professor. “E também uma emulação de emoção por parte de bots. Não existe hoje uma consciência desses modelos, porém. Eles são modelos especialistas”, afirma o professor.

O termo “bot”, de acordo com a gramática da informática, é diminutivo de robot e diz respeito a uma aplicação de software concebido para simular ações repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma como faria um robô.

“Tem-se, então, um modelo que trata bem imagem, outro que trata bem som, outro que reproduz  texto, mas todos  são modelos que atuam separadamente, de forma especializada. Os boots tentam passar emoções de uma forma humana, mas é um processo de aprendizado. Eles aprendem como fazer isso. Na verdade, por enquanto ainda não existe um processo emotivo real que parta das máquinas”, completa Nauber Gois.

Análise de postagens no Facebook

Por sua vez, Cleiton Rocha, analista do Instituto Atlântico,  aponta que há um ramo específico dos estudos sobre Inteligência Artificial (IA) que é capaz de verificar o comportamento emocional das pessoas. “Existe uma subárea da IA que detecta análises de sentimentos. Com base naquilo que as pessoas escrevem, é possível saber se os sentimentos ali contidos são positivos, negativos, neutros…”, conta o analista de sistemas.

E reitera, citando um case específico: “É uma área tão interessante que o Facebook, há alguns anos, separou dois grupos de indivíduos – sem eles saberem – e começou a recomendar notícias positivas para um grupo e notícias pessimistas para outro. Depois, iniciou-se uma análise da postagem dessas pessoas. As que consumiam mais conteúdos otimistas, compartilhavam, consequentemente, conteúdos otimistas; com os pessimistas, acontecia o mesmo. Elas estavam, então, expressando emoções baseadas no conteúdo que consumiam”.

Se, no futuro, os avanços tecnológicos permitirão que as máquinas sintam emoções humanas, ainda não se sabe. Contudo, os passos estão sendo dados de forma sistêmica, consistente e cuidadosa.

Para além da questão abordada, a mesa ainda contou com detalhes dos processos de como a Inteligência Artificial se desenvolveu ao longo da história – a partir dos anos 1950 – e a utilização prática dela no cotidiano, tal como acontece com a recomendação de títulos cinematográficos a perfis específicos de clientes na plataforma de streaming Netflix, por exemplo..

O INOVATIC NE, realizado pela Momento Editorial, contou com o patrocínio de Claro Brasil, Oi, Padtec,, Angola Cables, Banco do Nordeste, Correios, Finep.

Contou também com o apoio de Datacom, Fonnet, Globenet, Mob Telecom, Prysmian Group, Redex, Skylane Optics, Wirelink. E apoio institucional de Abramulti, Abranet, Abrap, Abeprest, Abrint, Brasscom, NEOTV, Softex, TelComp. E Prefeitura de Fortaleza, Governo de Alagoas, Governo do Piauí e Governo do Ceará.

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