Gigantes da internet fazem ação pela neutralidade de rede


Amazon, Facebook, Google, Microsoft e mais uma centena de empresas digitais tentam mobilizar usuários para evitar que a FCC reverta as regras de neutralidade de rede nos Estados Unidos. AT&T e Verizon dizem querer neutralidade, mas regulada pelo Congresso.

Imagem da campanha day of action

Amazon, Facebook, Google, Twitter, entre diversas outras empresas do mercado digital norte-americano, estão promovendo uma manifestação online em suas páginas nesta quarta-feira, 12. As empresas pressionam a Federal Communications Commissions (FCC) pela neutralidade de rede.

A iniciativa conjunta pretende levar usuários às páginas de comentários da FCC. O órgão, que regula as telecomunicações no país, recebe até a próxima semana contribuições sobre como deve funcionar a internet por lá.

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A intenção de Ajit Pai, presidente da FCC, é reverter completamente regras que garantiam a neutralidade de rede estabelecidas no governo de Barack Obama. Pai recebeu carta branca do atual presidente, Donald Trump, para agir.

As empresas temem ter de fechar contratos de tráfego com as operadoras de telecomunicações. Esses acordos garantiriam a velocidade e prioridade dos acessos dos internautas. Através da Internet Association, emitiram um manifesto afirmando que a rede está ameaçada.

“Seus provedores de acesso e algumas pessoas da FCC querem mudar as regras e limitar o seu acesso ao melhor da internet”, diz o texto. No site em que foi publicado, o material ainda convida para que os visitantes cliquem em um link que o redireciona à página de comentários da FCC.

Elas acusam as operadoras de querer quebrar a intenet dos EUA. “Querem ganhar a habilidade de controlar sua experiência online”, dizem. A Internet Association diz que as teles desejam priorizar o tráfego dos serviços que lhes pertencem. Desejariam, ainda, bloquear conteúdo à revelia do usuário ou do criador, ou reduzir a velocidade de sites de concorrentes.

Também assinam o manifesto empresas como Uber, LinkedIn, Microsoft, Airbnb, Dropbox, Netflix, Pinterest. Todas concordam que, sem regras que garantam a neutralidade de rede, a inovação online será “sufocada, o consumidor terá menos e piores escolhas, e não haverá uma próxima geração de sites inovadores”.

Provedores

Embora as gigantes digitais adotem um discurso contra provedores e operadoras, há empresas do setor que manifestaram apoio à neutralidade. AT&T e Verizon aderiram aos protestos online. Mas defendem algo diferente.

Google, Facebook e companhia querem manter as regras definidas no governo Obama. Mas as operadoras querem uma nova legislação. A percepção das teles é que o regulamento atual penaliza os provedores. Defendem que a neutralidade seja estabelecida por lei. No caso, seria preciso aprovação de projeto pelo Congresso dos EUA. Onde têm um lobby mais eficiente que o das empresas de internet.

“Concordamos que nenhuma empresa deveria ser autorizada a bloquear conteúdo ou a reduzir velocidades de download de forma discriminatória”, afirma a AT&T. A Verizon completou, em outro comunicado: “as pessoas devem se unir em pedir ao Congresso que passem uma lei para a neutralidade de uma vez por todas”.

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