Lucro líquido do Grupo Telefónica despenca 57,9% em 2019


O grupo espanhol Telefónica, controlador da Telefônica Vivo no Brasil, divulgou hoje, 20, os resultados apurados no ano passado. A companhia registrou receitas que somaram € 48,42 bilhões em 2019, queda de 0,6%. Caso normalizada, ou seja, sem efeitos da variação do câmbio na maioria dos países onde opera, inclusive no Brasil, a receita teria crescido 3,2%.

O lucro líquido da companhia, no entanto, foi medido sem possibilidade de normalização. Assim, o resultado apresentado foi de € 1,66 bilhão, 57,9% inferior ao registrado em 2018.

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Segundo a Telefónica, a queda no lucro se deveu ao provisionamento de custos com a reorganização corporativa e acréscimo de despesas em função da adoção da norma contábil IFRS 16. Os custos com reorganização são relativos à demissão de funcionários, aposentadoria precoce e provisionamento com modificações da estrutura da empresa – tudo isso custou € 2,17 bilhões.

O lucro operacional antes impostos, depreciações e amortizações (OIBDA) ficou em € 15,12 bilhões, melhora de 1,9%. As despesas financeiras, no entanto, deram um salto, passaram de € 955 em 2018, para € 1,83 agora, em função da adoção do padrão IFRS-16.

A dívida líquida normalizada do grupo caiu pelo 11º trimestre seguido, para € 37,7 bilhões (-8,1%). Mas, acrescentando-se os custos com lease, que antes da adoção do IFRS-16 não precisavam ser contados como despesa, o endividamento registra aumento, passando de € 41 bilhões para € 45,12 bilhões.

O Capex do grupo espanhol cresceu 8,2%, para € 8,78 bilhões. Nele está incluído o gasto com aquisição de espectro em diferentes países onde a companhia tem subsidiárias. Também houve aporte na expansão das redes móveis e fixas de fibra óptica, no aumento da capacidade da rede de transporte e na instalação de sistemas de virtualização, além da implantação em novas áreas dentro da empresa de tecnologias de inteligência artificial.

Em termos operacionais, o conglomerado fechou 2019 com 322,42 milhões de clientes, queda de 4,3%. Desses, 31,28 milhões no telefone fixo (-11,3%); 21,16 milhões na banda larga fixa (-4,2%); 261 milhões no móvel (-3,4%); e 8,43 milhões em TV paga (-4,9%).

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