Lucro da Telefônica Vivo cai 16% no segundo trimestre


A Telefônica Vivo publicou hoje (24) os resultados operacionais do segundo trimestre de 2013, com lucros de R$ 914,2 milhões, queda de 15,8% em relação ao mesmo período de 2012, quando a operadora apresentou resultado líquido R$ 1,085 bilhão. No semestre, a empresa lucrou R$ 1,724 bilhão, queda de 15,6% frente ao seu desempenho do primeiro semestre do ano passado, quando lucrou R$ R$ 2,042 bilhões.

A receita operacional líquida dos serviços se manteve estável frente ao 1T12, no valor total de R$ 8,491 bilhões (queda de 0,7). No primeiro semestre, a receita operacional líquida somou R$ 17,047 bilhões, variação posisitva de 3% frente aos R$ 16,551 bilhões do ano passado. A receita da telefonia móvel foi de R$ 5,219 bilhões, queda de 1% frente ao mesmo período de 2012. A receita da fixa foi de R$ 2,951 bilhões, aumento de 1,1%. No semestre, a receita do móvel aumentou frente ao ano passado (R$ 10,469 bilhões, aumento de 6,1%) e a da fixa diminuiu para R$ 5,870 bilhões, queda de 7,1% dos R$ 6,313 bilhões.

 

O Ebitda (fluxo de caixa) também caiu, para R$ 2,575 bilhões, menos 6,3% frente ao mesmo período de 2012. No primeiro semestre deste ano, o Ebitda da Telefônica Vivo foi de R$ 5,323 bilhões, queda de 10,3% em relação ao resultado de R$ 5,937 bilhões do primeiro semestre de 2012. A margem do EBITDA foi de 30,3%, queda de 7,2% em relação ao 2T12. 

De acordo com Paulo Cesar Teixeira, diretor geral e executivo da Telefônica Vivo, a queda no Ebitda reflete um aumento nos custos decorrente do esforço comercial da operadora, especialmente para proteger sua base de acessos fixos em São Paulo. Mas a equação entre a adição/manutenção de clientes versos custo deve ser revista, com foco na rentabilidade. “O que temos que entender é que fazemos um esforço comercial e, naturalmente, depois vai afinando a operação de forma a conseguir estabelecer níveis de payback superiores, vai ajustando para otimizar ao máximo”. O executivo salientou há perspectiva de aumentar as margens, à medida que os clientes que contrataram os serviços em promoções passam a pagar os valores cheios por eles. 
 

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Entre os custos da Telefônica no trimestre está o aumento da adoção de smartphones por seus clientes. Há 12 meses, 50% dos subsídios com aparelhos estavam associados a clientes com smartphone, hoje este porcentual passou para 80%. “A dinâmica do smartphone traz rentabilidade alta, mas isso traz um esforço comercial maior”, salientou Teixeira. 

 

Investimentos

Os investimentos aumentaram  no trimestre, para R$ 1,252 bilhão, o equivalente a 15% da receita líquida. No segundo trimestre do ano passado, as operadoras tinham investido R$ 1,143 bilhão. Mas em relação aos investimentos do semestre, no ano passado a empresa investiu mais nos primeiros seis meses do ano. Em 2012 ela havia investido R$ 2,306 bilhões e este ano R$ 1,960 bilhão, queda de 15%. 
 

Acessos
O grupo fechou o semestre com 01,1 milhões de acessos, dos quais 76,2 milhões são de celulares e 14,841 milhões fixos. Houve uma ligeira queda na base da telefonia fixa, de 1,3% tanto no trimestre quanto no semestre. 

A operadora destaca a evolução positiva dos acessos de TV + 4,1% trimestre contra trimestre, excluído, nos dois perídos as desconexões da tecnologia MMDS, revertendo a queda trimestral desde o último trimestre de 2011. O Arpu móvel teve aumento anual de 4,1% impulsionado, segundo a empresa, pelo crescimento do ARPU de dados, que cresce a taxas de 23,4% ano a ano.

 

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