Lucro da Algar Telecom recua 43,4% em um ano


A Algar Telecom divulgou na noite de ontem, 10, os resultados do segundo trimestre. A companhia mineira reportou lucro líquido de R$ 48,3 milhões, ante R$ 85,2 milhões no mesmo período do ano anterior, uma redução de 43,4% na comparação ano a ano.

O balanço mostra que a queda nos ganhos se deveu a uma combinação de depreciações e amortizações, aumento das despesas financeiras e despesas operacionais. Os custos e despesas operacionais consolidados, excluindo depreciação e amortização, somaram R$ 355,2 milhões no segundo trimestre de 2021, 19,6% maiores que os do mesmo período de 2020.

As principais razões para essa variação foram a retomada de gastos e investimentos no ano de 2021, diante da melhoria do ambiente de negócios depois de um ano de contingenciamentos em função da pandemia da Covid 19; custos fixos adicionados pelas novas localidades implantadas no ano e pela maior extensão da rede de fibra óptica para atender os clientes varejo; e custos diretos para a prestação de serviços mais recentes, como os acessos M2M, e os serviços de TI.

No segundo trimestre o EBITDA ajustado foi de R$ 245,1 milhões, 8,5% menor que o do mesmo período de 2020. O menor nível do EBITDA e da margem em 2021 é resultado da retomada de projetos, ações e investimentos, que haviam sidos suspensos em 2020, diante da melhoria do ambiente de negócios no país.

A companhia explica que nesse primeiro semestre de 2021, e de forma mais acentuada no 2T21, a Algar Telecom retomou a expansão de suas operações, com a preparação de 24 novas localidades de atuação, e a contratação de consultorias para apoiar alguns dos seus projetos estratégicos.

No 2T21 a companhia registrou despesas financeiras líquidas da ordem de R$ 50,1 milhões, ante R$ 32,7 milhões no 2T20. O crescimento das despesas ocorreu, em sua maior parte, pelas variações monetárias causadas pelo impacto da alta do IPCA no saldo de dívida atrelado a esse indicador.

Operacional

A empresa registrou aumento nas receitas do B2B. Estas cresceram 11,3%, para R$ 383,4 milhões. Com isso, o segmento passa a ser responsável por 63% do faturamento da Algar. Já no varejo, a empresa encolheu 4,1%. Perdeu receita no móvel e na voz fixa. Mas cresceu na banda larga. O faturamento B2C atingiu R$ 226,5 milhões.

A base de clientes B2C diminuiu 0,8%, para 2,07 milhões de assinantes. A banda larga teve pequena retração em função dos desligamento na rede legada da operadora. O FTTH, por sua vez, cresceu 6,5% e reúne 426,2 mil assinantes e atualmente representa 84,6% da base de banda larga. No móvel, a companhia terminou junho com 1,11 milhão de clientes, 0,8% menos que um ano antes.

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