Lua terá rede 4G a partir de 2019


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A sonda Mission to the Moon, que será enviada à Lua para estabelecer uma rede LTE (4G), foi exibida no MWC 2018.

Várias empresas se associaram ao primeiro projeto da iniciativa privada para explorar a Lua. Entre elas estão a operadora europeia Vodafone, a fornecedora de equipamentos para redes de telecomunicações Nokia e a montadora de carros Audi.

A missão usará somente equipamentos autônomos. Vai instalar uma rede LTE (4G) à qual dois veículos criados pela Audi vão se conectar. O carros captarão imagens e informações do solo na área onde a última nave estadounidense a visitar a lua, Apollo 17, deixou equipamentos.

A Nokia ficou encarregada de criar uma estação radiobase que pese menos que um saco de açúcar (1 Kg). A ERB será embarcada ao espaço em 2019, partindo de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, juntamente com os veículos.

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O lançamento do foguete da missão é de responsabilidade da empresa SpaceX. Será usado um Falcon 9, o foguete reutilizável criado pela empresa espacial.

4G por que?

Testes já realizados pela Vodafone mostram que o espectro de 1,8 GHz poderá ser usado na rede LTE lunar sem interferências. A rede será conectada ao centro de controle da missão, na sede da empresa PTScientists, em Berlin.

Segundo as empresas, o LTE foi escolhido por ser a conectividade móvel mais estável hoje em uso. As redes 5G ainda estão em testes, o que poderia resultar em falhas.

A 4G, por sua vez, já é uma tecnologia sedimentada. Além disso, as ERBs LTE apresentam baixo consumo de energia se comparadas ao rádio tradicional. A rede também será usada em missões futuras, que se sucederão a esta.

Segundo a Nokia haverá um importante efeito colateral: o aperfeiçoamento da ERB 4Gm e dos sistemas para coleta e análise de dados que serão usados pelos cientistas dedicados a estudar a Lua.

“Com esta missão, vamos estabelecer os primeiros elementos de uma rede de comunicação na Lua. A maravilha da solução LTE é que economiza muita energia, e quanto menos energia usarmos para enviar os dados, mais sobrará para o estudo científico”, diz Robert Böhme, fundador da PTScientists, que vai conduzir a iniciativa. (Com assessoria de imprensa)

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