LTE e 3G impulsionam lucros da Ericsson no mundo


Projetos de redes de alta capacidade, em especial 4G/LTE, fizeram o lucro da Ericsson quase dobrar no último ano. A companhia sueca, que divulgou ontem à tarde os resultados para o segundo trimestre, afirma que a aquisição pelas operadoras nos mercados asiáticos da China, Taiwan e Índia, além do avanço do 3G no Oriente Médio, permitiram que os ganhos entre abril e junho fossem 76% maiores que os registrados no mesmo período de 2013.

A empresa registrou receita de US$ 8,04 bilhões (54,8 bilhões de coroas suecas) no segundo trimestre de abril a junho. O número veio 1% abaixo que o faturado um ano atrás, mas agradou o mercado financeiro. Hoje, as ações da empresa em Nova York subiam mais de 8%. O lucro registrado foi de 2,58 bilhões de coroas suecas.

A companhia destacou também, no relatório, que as vendas para Oriente Médio, Índia (onde o leilão do espectro de 700 Mhz aconteceu em maio), a manutenção de contratos nos Estados Unidos e ampliação do 4G no Brasil, associados a ganhos de eficiência, permitiram maiores lucros. A empresa ressalta que a receita poderia ter sido maior nos países árabes e na África, mas os conflitos regionais inibiram investimentos das operadoras locais.

Em entrevista ao site Mobile World Live, Jan Frykhammar, CFO da companhia, afirmou que a redução de 1% da receita em um ano não é problema. “O que importa é o ganho de um trimestre ao outro”, disso. Por esta perspectiva, a empresa cresceu 15%. O executivo disse também que redes de alta velocidade são mais lucrativas. “O nosso mix de negócios está bem em torno da capacidade banda larga. Com este tipo de negócio, vêm margens mais altas”, falou.

 

 

 

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