“Limite de dados em franquia é bom para usuário”, defende técnico da Anatel


O superintendente de Competição da Anatel, Carlos Baigorri, não vê problemas com o anúncio feito este mês pela Telefônica Vivo, que acabou com os planos ilimitados, e passou a só comercializar pacotes com franquias de limites de dados em sua rede fixa de cobre (ADSL), já considerando também levar a mesma política para a rede de fibra óptica. Ao contrário, para ele, o fim dos supostos “planos ilimitados” é bom para o usuário.

Ele sustenta esta posição tendo como aliados três prêmios Nobel de economia: George Arthur Akerlof, Michael Spence e Joseph Stiglitz. Eles ganharam o prêmio em 2001 por destrincharem a informação assimétrica dos agentes regulados,  usando entre outros argumentos a teoria da “seleção adversa”.

Defende Baigorri: “não há um único consumidor com o mesmo perfil. Mas, conforme a  seleção adversa, muitas vezes se faz o preço pela média do perfil de consumo. Isso significa que há aqueles que consomem acima da média e os que consomem abaixo da média.  Ou seja, quem consome menos paga por quem consome mais”, afirma ele.

PUBLICIDADE

Por isso, entende ele, o estabelecimento de pacotes de preço pelo uso efetivo do consumo, acabando com a falsa noção do “ilimitado” permite que o consumidor pague exatamente pelo que ele gasta.

Nos novos planos da Telefônica Vivo, para as velocidades entre 200 Kbps a 25 Mbps, na rede ADSL em todo o estado de São Paulo, a franquia irá de 10 GB (planos de 200 Kbps a 1 Mbps) a 130 GB (para o de 25 Mbps).

A NET e a Oi informaram que também estabelecem limites de consumo de dados em seus pacotes de banda larga fixa.

Anterior TIM Brasil assume investimentos no país
Próximos Alta do dólar afeta em cheio os satélites, afirma Sindisat