Level 3 investe em subestação para duplicar capacidade de energia em seu data center


shutterstock_Oleksiy Mark_Banda_larga_Comunicacao_Dados_Data_CenterA Level 3 está fazendo investimentos para ampliar a capacidade de seu data center instalado em Cotia (SP) e construindo uma subestação de energia própria para atender a demanda do mercado. Com 10 mil metros quadrados de área construída, o DC terá 70% dessa área ocupada por servidores e outros equipamentos para armazenar dados. De acordo com Marcos Malfatti, vice-presidente da Level 3, a construção de uma subestação própria vai dobrar a capacidade de energia no data center de Cotia, o principal da empresa no Brasil. Os outros dois data centers estão instalados em Curitiba (2 mil metros quadrados) e no Rio de Janeiro (área de 3 mil metros quadrados). “Hoje o principal insumo em um data center é a energia, uma vez que os equipamentos são menores, porém, consomem mais energia”, comentou Malfatti, em coletiva realizada hoje pela empresa.

Os investimentos, da ordem de US$ 4 milhões, incluem a construção de uma linha de transmissão de 800 metros, entre o prédio em Cotia e a subestação mais próxima da AES Eletropaulo. O vice-presidente lembrou que o maior problema da energia no Brasil está na distribuição (e não na geração), o que dificulta as negociações para a compra de um maior volume de energia. Ele deu como exemplo a Light, no Rio de Janeiro, cuja negociação levou dois anos para que a Level 3 pudesse comprar um maior volume de energia. Além disso, destacou, com uma subestação própria, a Level 3 tem a vantagem de transformar a energia para baixa tensão, que é a usada nos equipamentos de um data center, em sua subestação.

Com 1.300 clientes, a Level 3 tem conquistado uma média de 150 novas empresas, de médio e grande portes, por ano, conforme Malfatti. “No Brasil temos clientes em todas as verticais, incluindo as operadoras de telecom, como a GVT, um grande cliente”, disse. Com TIM e Embratel, tem swap de rede, além de compartilhar PTT de internet. Entre os contratos assinados este ano na região, a empresa destaca o firmado no Brasil com a Tata Consultancy, para quem fornece serviços de rede; no Chile, com a construtora do setor de mineração Mas Errazuriz; e na Argentina, com a Axion Energy, para quem fornece um conjunto de soluções para sistemas de comunicação. No Brasil, a empresa também fechou contratos para fazer a conexão em seis estádios da Copa do Mundo.

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A Level e divide seu portfólio de serviços em seis segmentos. Os de Data Networks e Content Distribution são os principais em vendas. “Os negócios de dados e internet respondem por 73% das receitas da Level 3”, informou o VP. A unidade de Voice e Comunicações Unificadas responde por 16% e os 11% restantes são das áreas de Security, Data Centers e Aplication Performance. Em 2013, o faturamento global da empresa foi de US$ 6,3 bilhões, 14% gerado na América Latina, que fechou o ano com US$ 754 milhões, um crescimento de 6% na comparação com 2012. “No Brasil, os resultados por unidades de negócio são semelhantes, puxados por dados e internet, porém, os negócio gerados na unidade Data Center respondem por 23% das receitas”, informou Malfatti.

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