Lenta adoção do 5G SA impacta redes móveis


Lenta adoção da 5G impacta crescimento dessas redes móveis. Crédito: Freepik
Crédito: Freepik

A lenta adoção à 5G Standalone tem atrasado o crescimento das redes móveis (Mobile Core Network – MCN), alerta uma pesquisa da consultoria Dell’Oro Group que contém previsões para os próximos cinco anos  do mundo de redes móveis e edge computing.

O estudo estima que o setor  MCN irá arrecadar US$ 50 bilhões entre 2022 e 2026. No período, crescerá mundialmente com uma taxa de 3% de CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta). “As receitas gerais e o CAGR foram atenuados pela adoção silenciosa nas redes de quinta geração SA”, analisa o diretor de Pesquisa do Dell’Oro Group, Dave Bolan.

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Com apenas 19 redes lançadas até agora no mundo, o executivo argumenta que as redes 5G SA “não corresponderam ao hype”. Muitos provedores de comunicação parecem estar satisfeitos com o lançamento da quinta geração por meio de redes non-standalone (NSA) ou DSS, que não demandam uma nova rede de núcleo de quinta geração. “Ao mesmo tempo, CSPs (Provedores de Serviço de Comunicação) estão avaliando a opção de mover as cargas de trabalho 5G para a nuvem pública, o que está atrasando a absorção da 5G SA pelo mercado”, acrescentou Bolan.

Apesar da maior lentidão para sua adoção, o 5G SA irá se expandir nos próximos anos, juntamente com o core de Sistema Interativo Multimídia (SMI) e Computação de Rede Multi-Acesso (MEC). A 4G, por outro lado, irá sofrer retração. O estudo também projeta que, em 2026, quase todos os negócios serão funções de rede nativas de nuvem baseadas em contêiner.

5G SA no Brasil

No Brasil, a definição das regras para o edital da nova tecnologia envolveu uma grande discussão sobre se a implantação da rede de quinta geração devia ser SA ou NSA. Alguns players argumentaram que obrigar a implantação da 5G SA traria custos bem maiores para empresas e consumidores por terem de construir uma rede completamente nova.

Já aqueles que defendiam a 5G SA afirmavam que o padrão poderia equalizar a competição, já que a agência passou a estabelecer metas de cobertura de 5G e não de 4G, como havia a proposta anterior. (Com assessoria de imprensa)

 

 

 

 

 

 

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