Leilão do 5G estimula investimentos e parcerias, avalia Girasole, da TIM


“Daqui a dois anos, o Brasil terá mais conexões 5G do que outros países que fizeram leilões há algum tempo e com modelos que não estimularam investimentos”, revelou Mario Girasole, vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM, durante a divulgação do resultado do leilão do 5G nesta sexta-feira, 5, na Anatel.

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Para Girasole, as características desse certame do 5G dificilmente são encontradas em outros, a exemplo do viés não arrecadatório e da grande oferta de faixas de radiofrequência. “Essas características fizeram com que 15 empresas tivessem interesse em participar”.

O certame movimentou R$ 47,2 bilhões para quatro faixas de frequência. A expectativa do governo federal era que o leilão arrecadasse R$ 49,7 bilhões.

Girasole elogiou do o processo do leilão e disse que o mercado de telecomunicações brasileiro amadureceu de forma tal que atrai investimentos e existe a possibilidade de parcerias. “No Brasil, existe a possibilidade de compartilhamento de infraestrutura, que depois desse leilão será explorada entre operadoras nacionais e regionais.

O que quero destacar é que a terceira colocação que tivemos no bloco do 3,5 GHz nos permite ter de um lado as operadoras nacionais e do outro, as regionais. Isso casa com nossa estratégia de compartilhamento. O modelo de negócio de uma operadora, de uma rede isolada acabou há muito tempo e, principalmente, no Brasil em razão das suas características geográficas e demográficas”.

A TIM planeja ativar a internet móvel do 5G assim que a “limpeza” da faixa de 3,5 GHz estiver concluída.

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