Leilão da 5G poderá ter novas metas de cobertura


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O presidente da Anatel, Leonardo de Morais, em Live promovida hoje, 8, pelo Tele.Síntese, disse que ainda é cedo para avaliar todos os impactos econômicos da pandemia do coronavírus sobre as empresas de telecomunicações e a cadeia de produção para saber com mais segurança o momento ideal para o lançamento do edital de frequências da 5G, que estava prometido para o final deste ano, início do próximo.

Embora Morais tenha ressaltado que ainda estão sendo analisadas em detalhes as centenas de contribuições enviadas à consulta pública sobre as regras do leilão, encerrada em abril, ele disse ter ficado sensibilizado com algumas sugestões para que fossem incorporadas também metas de cobertura com a própria tecnologia 5G, que não estavam previstas na proposta original.

“Por que não ter metas de 5G?”, indagou, assinalando que na venda de espectro para a telefonia celular, para o ingresso da quarta geração ( 4G) no país, havia metas para as operadoras que comprassem o espectro levar a tecnologia 4G  para os grandes centros urbanos.

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Na proposta para esse leilão da 5G, a Anatel estabeleceu metas apenas para construção de redes de fibra óptica estaduais (os bakchauls) e ampliação da cobertura da tecnologia 4G. Mas isso poderá mudar.

Custo de Oportunidade

O presidente da Anatel assinalou ainda que a só poderá vender espectro levando em consideração o custo de oportunidade dessas frequências. Com isso, quis dizer que, se houver menos exigências para as metas de cobertura, conforme pleitearam algumas empresas, o preço a ser pago será maior. ” E não queremos um leilão arrecadatório”, assinalou.

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