Leilão 5G: Gebara cita escolas e cobra obrigações que levem à digitalização do Brasil


O CEO da Telefônica Vivo, Christian Gebara, reiterou hoje, 20, o posicionamento da operadora a respeito do próximo leilão de espectro da Anatel. Desde o início das discussões, e nas consultas públicas realizadas, a empresa aponta a necessidade de realização de um leilão baseado em obrigações de cobertura, em vez de ser voltado à arrecadação para o Tesouro.

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“Quanto mais obrigações forem para que ajudem na digitalização do Brasil, de municípios sem cobertura, escolas sem cobertura, regiões sem cobertura, ou regiões que necessitarão de mais cobertura, isso é sempre mais bem-vindo do que pura arrecadação”, disse. Ele participou de live realizada pela XP Investimentos na tarde desta quinta-feira.

Nesta semana, é bom lembrar, integrantes do TCU defenderam a inclusão de regras no edital que garantam a chegada do 5G a escolas públicas.

O executivo ponderou, no entanto, que as informações a respeito dos preços que serão considerados no certame são desencontradas. O valor dentro dos quais devem caber as obrigações precisam levar em conta a receita que essas frequências poderão gerar no futuro, avalia.

“Tem muita coisa que ainda não temos a informação para compartilhar se achamos razoável ou não. A razoabilidade tem que estar associada ao VPL que essa frequência vai ter”, frisou.

Ele também reiterou que as regras sejam fixas e não permitam aporte posterior de recursos. “O que estamos opinando nas consultas é que as obrigações estejam bem definidas e sejam pré-determinadas, que não existam maneiras de que recursos possam ser adicionados no futuro, que o compromisso em que a gente entre seja um compromisso fechado”, disse.

O executivo preferiu não tecer previsões sobre quando acredita que o leilão será feito. Lembrou que o governo quer a realização em julho, mas observou que a minuta passa por análise minuciosa do Tribunal de Contas da União. O tempo desta análise vai impactar diretamente a data do leilão.

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