Leilão 5G: a disputa de preço deve ser pelo espectro do… 4G


Com poucos interessados, os lotes de frequências do 5G que não forem arrematados poderão ser adquiridos pelas três grandes operadoras – Claro, TIM e Vivo. Deverá haver sobra nas faixas de 26 GHz, e 2,3 GHz. Mas a de 700 MHz, muitos querem.

Desenho de pessoa com saco de dinheiroCom apenas 15 concorrentes e muitas ausências importantes no leilão do 5G da Anatel, que teve seu início hoje, 27, com o cadastramento das propostas a serem aberta no dia 04 de novembro, as primeira avaliações indicam que a disputa mais acirrada, com possíveis ágios, ocorrerá pelos 10 MHz de frequência de 700 MHz, cujas obrigações estabelecidas pelo edital são de cobertura de estradas e localidades não sede de municípios com a tecnologia de quarta geração, a tecnologia conhecida pelos milhões de brasileiros que têm smartphone.

E a previsão de alto ágio para esta frequência é feita por várias razões, entre elas: dois fundos de infraestrutura se apresentaram ao leilão – o fundo Pátria, com a empresa de infraestrutura Winity; e a Highiline, do fundo DigitalBridge. Diferentes analistas avaliam que esses dois grupos estão de olho no espectro de 700 MHz, porque a obrigação de cobertura é justamente construir infraestrutura de tecnologia celular nas estradas.

Além desses dois fundos de infra, outros concorrentes estariam também de olho nesta faixa. Entre eles, não se pode descartar a própria Iniciativa 5G (consórcio de 400 ISPs), que já tinha avisado que sem esta frequência fica difícil levar a tecnologia 5G; ou  mesmo a Datora pode querer ter presença nacional.

A proibição de participação das grandes operadoras – Claro, TIM e Vivo – que não podem comprar este espectro, porque já o possuem, conforme as regras do leilão, poderá estimular também, avaliam alguns interlocutores, outros grupos a tentarem comprar este espectro.

Barato

Para alguns participantes do leilão, ouvidos pelo Tele.Síntese,  o número de interessados e a ausência de grandes players – BTG, controlador da Vital, ficou fora, grandes grupos estrangeiros, como a SKY, também ausente, além de diversos investidores de porte médio – indica que várias bandas serão arrematadas pelo preço mínimo.

Conforme projeções da Anatel, se todos os lotes forem vendidos, serão arrecadados R$ 50 bilhões – entre o dinheiro a ser depositado e as obrigações de cobertura.

Os preços mínimos das frequências são:

O valor total da faixa de 26GHz  foi orçado em R$ 5,28 bilhões – sendo que o valor mínimo ficou em R$ 528,24 milhões com licença por 20 anos, e em R$ 264,12 milhões por 10 anos.  O lote de 26 GHz foi fracionado em 16 blocos de 200MHz por 20 anos, na primeira rodada, e 10 anos, na segunda rodada. Os valores dos compromissos não foram informados pela agência.

O lote de 3,5 GHz ficou com preço mínimo nacional de R$ 321,35 milhões e regional de R$ 33,121 milhões.

O bloco de 700 MHz ficou com o mínimo  de R$ 157,628 milhões

O de 2300 MHz no valor de R$ 409,145 milhões (50 MHz) e R$ 327,316 milhões (40MHz).

 

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