KPMG não aprova contas semestrais do BES


A KPMG, responsável por auditar as contas do antigo Banco Espírito Santo (BES), rejeitou dar parecer aos resultados do primeiro semestre, alegando que a administração anterior à de Vítor Bento não assumiu a responsabilidade pela informação financeira que desembocou num prejuízo histórico de 3577 milhões de euros, informa o jornal português Público.

A auditora diz que foram ocultadas “informações relevantes” e que, por isso, o seu trabalho como revisor oficial ficou limitado. Esta “recusa de parecer”, assinada a 29 de Agosto por Sílvia Gomes em representação da KPMG & Associados, foi anexada ao relatório e contas do primeiro semestre do BES que nesta segunda-feira (1º) foi publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Entre os problemas apontados na auditoria, está a falta de montante de contingenciamento para reembolso das dívidas da Rioforte e da Espírito Santo Internacional (ESI) que, em 30 de junho, alcançava a cifra de 2 bilhões de euros. Segundo a KPMG, dívidas contraídas pelo grupo após essa data poderá resultar em mais perdas para o grupo.

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No documento enviado à CMVM, o banco reporta perdas de 31% com ações da Portugal Telecom, sem mencionar o calote da Rioforte dado à operadora, de quase 900 milhões de euros.

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